Sagui
SaguiFoto: Tomaz Silva/Ag Brasil

Foi descartada a presença de febre amarela em Pernambuco, segundo a Secretaria Estadual de Saúde. A causa da morte dos macacos em Aldeia foi herpes. As informações foram confirmadas na manhã desta sexta-feira (14) durante a divulgação do Plano de Enfrentamento às Arboviroses 2020.

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A gerente do programa de controle das arboviroses no Estado, Claudenice Pontes, explica sobre a presença da zika ter sido também encontrada nas amostras, mas descartada como causa das mortes.

“Esses primatas ficam muito próximos ao homem. Há a possibilidade de que tenha sido ciclo urbano [na contaminação dos macacos], já que não foi encontrado nenhum mosquito silvestre na localidade. O mosquito, uma vez infectado, pode transmitir para outras gerações de mosquitos e o ambiente vai estar com essa transmissão. Tínhamos várias hipóteses a serem pesquisadas. Precisamos de outros laudos e eles nos levaram aos indícios que a causa foi a herpes", afirmou.

Claudenice Pontes reiterou que a hipótese de contaminação por febre amarela foi descartada e alertou sobre o perigo de alimentar animais.

"Não detectamos o transmissor silvestre nesse ambiente e tudo isso leva a crer que não é febre amarela. A herpes é transmitida do humano para o macaco, e constatamos que muitas pessoas oferecem alimento a eles - essa é uma forma de transmissão. Muita gente têm o vírus e não sabe, e acaba transmitindo para o macaco. Não se deve alimentar esses animais", declarou a gerente.

Mesmo com a ausência da febre amarela em Pernambuco, a vacinação contra o vírus começa em março para os mais de oito milhões de pernambucanos. A vacina é indicada para a população de nove meses a 59 anos. Gestantes e mulheres que estejam amamentando crianças de até seis meses e que nunca foram vacinadas não possuem indicação para vacinação. Já aqueles com 60 anos ou mais que nunca foram vacinadas devem passar por avaliação do serviço de saúde, que determinará a pertinência da vacinação, levando em conta o risco da doença nessa faixa etária.

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