Encontro aconteceu, ontem, no auditório da CAU-PE
Encontro aconteceu, ontem, no auditório da CAU-PEFoto: Gustavo Glória

Com o tema “Novos Padrões Urbanísticos para uma Cidade Sustentável”, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco (CAU-PE) realizou, nessa segunda (20), no auditório, o segundo debate envolvendo a revisão do Plano Diretor do Recife (PDR).

Para o presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), Roberto Ghione, esses padrões já vêm sendo discutidos, o que seria necessário é “decisão política” para aplicá-los de forma efetiva na cidade. Na visão do especialista, uma cidade sustentável não trata apenas das práticas ecologicamente corretas, mas se torna um espaço economicamente viável. “Como garantir isso se metade do Recife não é saneada? Nós ainda estamos atrelados a problemas do século 19”, diz.

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Ghione também elencou outros pontos que tornam uma cidade sustentável. Como a eficiência dos serviços prestados a população, e aos destraves em torno da mobilidade urbana. “Em qualquer cidade desenvolvida no mundo, a lógica de prioridade é ter o pedestre em primeiro lugar e o transporte individual como a última importância”, afirma. O professor Tomás Lapa, representante do CAU/PE reforçou a necessidade de tornar a cidade acessível.

“Os equipamentos acessíveis ao caminhar, por meio da melhoria da iluminação, das calçadas e de espaços mais arborizados tornam a cidade mais convidativas para as pessoas”, diz. Por fim, Helvio Polito, representante da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Pernambuco (OAB-PE), chamou atenção para as mudanças climáticas significativas que podem afetar o Recife. “Temos o Plano Estadual de Mudanças Climáticas e conseguir colocar suas diretrizes no Plano Diretor do Recife é mostrar que estamos num caminho só.”  

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