Taxistas organizam novo protesto no Recife
Taxistas organizam novo protesto no RecifeFoto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Cerca de 40 taxistas se concentram na Praça do Derby, no bairro homônimo, na área central do Recife, para ato que reivindica o cumprimento da Lei 18.528/2018, que regulamenta os motoristas de aplicativos, sancionada pelo prefeito Geraldo Julio no final do ano passado. A categoria reivindica agilidade no cumprimento da lei. Sem carros, por determinação da Justiça, eles devem seguir a pé, de bicicleta e de charrete.

Na última quarta-feira (3), uma decisão de manutenção e reintegração de posse, assinada pelo juiz Luiz Rocha, da 7ª Vara da Fazenda Pública da Capital, proibiu a categoria de fechar totalmente as vias do Recife. Cada taxista pode ser multado em R$ 1 mil para caso descumpra a medida. As entidades são passíveis de multa de R$ 30 mil e o sindicato, de R$ 50 mil.

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De acordo com o presidente da Associação de Taxistas e Condutores Auxiliares de Pernambuco (Atcape), Lúcio Mauro, a não regulamentação da lei, aprovada em novembro de 2018, afeta diretamente a categoria. “Nossas finanças caíram em cerca de 80%. Estamos sofrendo com a ilegalidade dos órgãos competentes. Estamos aqui para que haja agilidade nesse processo”, diz.

O taxista Wellington Lima diz ser injusto o não cumprimento da lei, e garante que, enquanto a medida não for cumprida, os protestos vão acontecer toda semana. “Vamos estipular um prazo para aceitarem nossa pauta na PCR, caso isso não aconteça os protestos vão acontecer toda semana. Somos obrigados a fazer um curso de 36 horas e os motoristas de aplicativos fazem um curso de 8 horas. Queremos igualdade”, destaca.

Em meio ao protesto, o trânsito no Centro do Recife ficou complicado, e muitos pedestres tiveram que descer dos ônibus e seguir a pé até seus destinos. “Estou me sentindo prejudicada. Só quem sofre é quem trabalha, que não tem direito de chegar no trabalho. Desci do ônibus no Derby, e tenho que andar com esse peso até a Dantas Barreto”, lamentou Francisca Alves, 66, que carregava uma sacola de alimentos destinada à doação.

Durante o percurso do ato, outros pedestres mostraram indignação com a lentidão do trânsito. Silvia Melo andava de bengala em direção a João de Barros, no Centro da Capital. “Tem que atrapalhar o povo da prefeitura e não os trabalhadores. O protesto está atrapalhando a via. Estou andando com o joelho machucado, na tentativa de ir à psicóloga, mas está complicado. Talvez eu até perca a consulta”, reclamou.

Já o ambulante Bruno Ferreira, 35, que observava o ato, considera a manifestação válida. “É o direito deles, principalmente sendo um protesto pacífico. O ato acaba prejudicando um pouco os ambulantes, porque os ônibus ficam parados, demoram mais. Mas eles estão no direito deles”, defendeu.

A manifestação saiu da praça do Derby em direção à sede da Prefeitura do Recife (PCR), no Cais do Apolo, no Bairro do Recife, também na área central da capital. O trajeto prevê que os taxistas passem pelas avenida Conde da Boa Vista e Guararapes, Cais de Santa Rita, ponte Buarque de Macedo, Cais do Apolo, e, por fim, o prédio da PCR. Segundo os taxistas, a categoria tentará mais uma vez dialogar com os representantes da prefeitura.

Taxistas organizam novo protesto no Recife
Taxistas organizam novo protesto no RecifeFoto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco
Taxistas organizam novo protesto no Recife
Taxistas organizam novo protesto no RecifeFoto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco
Taxistas organizam novo protesto no Recife
Taxistas organizam novo protesto no RecifeFoto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco
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Taxistas organizam novo protesto no RecifeFoto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

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