A manifestação ocorreu na tarde desta terça-feira (10)
A manifestação ocorreu na tarde desta terça-feira (10)Foto: Arthur de Souza/ Folha de Pernambuco

O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol) realizou, na tarde desta terça-feira (10), uma passeata com a participação de comitivas representantes da categoria, no Centro do Recife. O ato teve concentração às 16h30 na sede do sindicato, no bairro de Santo Amaro, e teve como destino o Palácio do Campo das Princesas, em Santo Antônio, também na região central.


Ocupando as principais vias do Centro da cidade, o protesto seguiu por ruas e avenidas, como Cruz Cabugá, Conde da Boa Vista e Rua da Aurora. Durante todo o percurso, a  Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) acompanhou e realizou os desvios das vias locais. Em alguns pontos, houve congestionamento, o fluxo seguia quando a passeata desocupava as vias.

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Ao fim da manifestação, os sindicalistas foram para o Palácio, onde tiveram o série de reivindicações aos representantes em busca de diálogo com o Governo do Estado. A partir da postura adotada pelos governantes, a assembleia geral foi pautando as principais causas da categoria.

De acordo com o Sinpol, o protesto é estratégico para fazer a representação estadual atender às demandas da categoria. Uma das medidas esperadas na assembleia é a entrega das cotas do Programa de Jornadas Extraordinárias de Segurança (PJES) em outubro.

Segundo o presidente do sindicato, Áureo Cisneiros, os policiais civis receberam aumento na carga horária de trabalho sem adição salarial. “Desde 2010, tivemos um aumento na nossa carga horária. A gente vem sendo explorado e o governo, desde então, não deu compensação. O que a gente quer é a aplicação da Lei complementar 155, que é a nossa principal reivindicação”, relata.

 Posicionamento da Polícia Civil de Pernambuco

Por nota, a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) considerou a manifestação "precipitada". De acordo com o órgão, há um canal de diálogo aberto com a diretoria da entidade e enfatizou os investimentos feitos pelo Governo do Estado para melhorar as condições de trabalho dos policiais. De acordo com a nota, houve ainda valorização profissional e ampliação do efetivo da PCPE.

Confira a nota completa

 

A Polícia Civil de Pernambuco avalia como precipitada a passeata promovida pelo Sinpol, considerando o canal de diálogo aberto com a diretoria da entidade e os significativos investimentos feitos pelo Governo de Pernambuco para melhoria das condições de trabalho, valorização profissional e ampliação do efetivo da PCPE.

No dia 16 de agosto, na Chefia de Polícia Civil, o chefe da operativa, delegado Joselito Kehrle, recebeu os representantes do sindicato, ocasião em que apresentaram uma pauta de reivindicações com 5 itens, entre eles a unificação das carreiras de agentes, escrivães, comissários, auxiliares de peritos e legistas, em uma só categoria profissional; extinção dos processos administrativos disciplinares aos quais respondem integrantes da diretoria do Sinpol e ainda a implantação de cotas destinadas a agentes de polícia em futuros concursos abertos para delegados.

 Em postagem em suas redes sociais, logo após a reunião, a entidade de classe enaltece esse diálogo e a disposição para avançar na negociação. Desse encontro, o sindicato comprometeu-se em encaminhar ao chefe de Polícia Civil o projeto de unificação das categorias da corporação. Isso, no entanto, só foi feito no dia 5 de setembro, última quinta-feira, em que foi encaminhado o projeto com 77 páginas, baseado em reivindicações semelhantes feitas pelo Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Ceará.


Importante lembrar que, mesmo em um período de crise econômica e fiscal que atinge todo o País, o Governo do Estado tem realizado importantes investimentos na Polícia Civil de Pernambuco (PCPE). Em 2018, 850 policiais civis, aprovados em concurso, foram convocados, além de 700 agentes aposentados que foram contratados para atuar em trabalhos administrativos, liberando pessoal da ativa para as investigações e diligências. Esse número ainda será reforçado pelos 511 profissionais recém que estão participando do curso de formação da Polícia Civil e serão integrados às delegacias a partir do início de 2020. Isso significa, no total, 1.361 profissionais a mais para Polícia Civil, não apenas reduzindo a sobrecarga, mas também aumentando a segurança para os cidadãos pernambucanos. Vale lembrar que o último acordo salarial feito com a categoria foi cumprido pelo Estado, garantindo reajustes entre os anos de 2017 e 2018.

Compras de equipamentos, armamentos e melhoria das estruturas colaboraram para que Pernambuco chegasse, ao fim de agosto, ao 24º mês consecutivo de queda nos roubos e ao 21º mês seguido de redução dos homicídios. Entre as medidas de impacto, podemos citar as inaugurações do Complexo de Polícia Civil de Caruaru, que constitui três edificações distintas, a criação de nove delegacias de repressão ao narcotráfico, do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACO), do Laboratório de Lavagem de Dinheiro, da Delegacia da Mulher de Afogados da Ingazeira, além de unidades que passaram por requalificações para dar mais conforto aos servidores e qualidade atendimento.

 

 

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