Delegacia de Boa Viagem
Delegacia de Boa ViagemFoto: Arthur Mota/Folha de PE

Uma organização criminosa suspeita de praticas de estelionato em todo o Brasil foi desarticulada por policiais da Delegacia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, na tarde desta quinta-feira (09). Quatro homens foram presos em flagrante por posse de cédulas de identidade e inúmeros cheques falsos, além de diversos equipamentos de falsificação, extratos bancários e dinheiro. De acordo com a polícia, já havia um mandado de prisão contra um dos presos pelo mesmo crime no Rio de Janeiro, e a quadrilha planejava uma possível ação criminosa no Recife.

No momento do flagrante, Leonardo de Santana Amorim e Regnaldo França de Souza ofereceram dinheiro à equipe policial pedindo para não serem encaminhados à delegacia, sendo, por isso, autuados e presos em flagrante pelos crimes de corrupção ativa, apetrechos de falsificação e associação criminosa.

Após conduzir Leonardo e Regnaldo à delegacia, parte da equipe se dirigiu ao apartamento onde os suspeitos estavam hospedados, onde encontraram os outros integrantes do grupo: Antônio Sergio Siqueira Gilvani e Clementino Sales, que também tinham uma grande quantidade de cheques em branco falsificados, talonários, tanto vazios quanto preenchidos, uma grande quantidade de extratos bancários, equipamentos usados para falsificação e impressoras.   

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Diante da informação de que  seriam conduzidos à delegacia, assim como os outros integrantes, também ofereceram uma quantia em dinheiro para a equipe de investigação, que lhes deu voz de prisão e os encaminhou à unidade. Segundo o delegado Ramon Teixeira, foi encontrado em poder dos suspeitos o rascunho do planejamento de uma ação criminosa com um mapeamento detalhado de um estabelecimento ainda desconhecido pelos oficiais.

A polícia acredita que o bando mantinha uma atuação interestadual, que pode movimentar bastante dinheiro levando em conta a quantidade expressiva de extratos bancários e de cheques. Ainda de acordo com o delegado, nenhum dos suspeitos é natural do Estado, e a sede da organização pode estar localizada no Mato Grosso.

Durante as investigações foram identificadas atuações do grupo no Rio de Janeiro, Minas Gerais e no Sul do País, porém, mais detalhes das investigações ainda precisam ser apurados. “É certo que eles aplicavam golpes mediante falsificação e esquentamento de cheques originais, movimentando assim uma grande quantidade de dinheiro mediante depósitos bancários. No entanto, o destino desses, o que eles faziam, a existência de outros integrantes e, principalmente, outras vítimas lesadas pelos golpes possivelmente estelionatários, ainda precisa ser apurado.” explica Ramon.

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