Saúde e Bem-Estar

Rafael Coelho

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Rafael Coelho, e-mail: contato@rafaelcoelho.med.br | Instagram: @drrafaelcoelho | Facebook: /rafaelcoelho
Rafael Coelho, e-mail: contato@rafaelcoelho.med.br | Instagram: @drrafaelcoelho | Facebook: /rafaelcoelhoFoto: Folha de Pernambuco

Olá, leitores e internautas que acompanham a coluna Saúde e Bem-Estar

Sabemos da importância da prática de atividade física em todas as idades (crianças, adolescentes, adultos e idosos), pois o exercício melhora o condicionamento físico, o ganho de massa muscular, controla o peso e diminui o risco de doenças como o Diabetes e Hipertensão Arterial. Claro que em cada faixa etária existe o tipo mais adequado para que existam os benefícios e essas pessoas possam desfrutar disso. Na infância, por exemplo, o mais indicado é o esporte em grupo para uma boa interação entre aqueles pequenos que estão em formação. O futebol é um bom esporte nessa fase. As crianças podem estimular o desenvolvimento ósseo, cardiovascular e aprendem sobre regras, por exemplo. Adultos já procuram esportes mais isolados para resolver o estresse do intenso dia de trabalho. Ali será o momento de jogar fora aquele fardo. Esportes como boxe, ciclismo e corrida podem satisfazer muito bem essa faixa etária. E o idoso? Você já parou para pensar qual poderia ser o melhor exercício físico para este grupo? Se formos analisar, notamos que boa parte dos idosos está ali nos parques e orlas praticando caminhadas ou alongamentos. Mas definitivamente essas não são as melhores opções de exercício. A medicina e a ciência do movimento evoluíram com pesquisas e chegaram à conclusão que o melhor exercício para o idoso é a musculação. De fato, pouco se vê pessoas acima de 60 anos praticando esse exercício resistido. Mas as contribuições dessa prática são inúmeras, desde o ganho de força, por aumento da massa muscular, até a diminuição do risco de queda e fraturas. Lembrando que a queda no idoso é um dos piores prognósticos, pois causa dependência de outros, nos casos mais graves. Além disso, a falta de tônus muscular leva a impotência o que eleva o risco de depressão. Baseado em estudos sabemos que idosos com mais massa muscular vivem mais, ou seja, tem uma longevidade maior. Dessa maneira, fica clara a importância da musculação no Idoso. É preciso lembrar que estamos falando de pessoas sem contra-indicações, nas quais se excluem artropatias e outras doenças. O profissional que deve acompanhar o idoso na musculação é o Educador Físico, para diminuir riscos de movimentos maus realizados, evitando consequências negativas. Então, vamos ser idosos mais fortes? Vamos praticar musculação?

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*Rafael Coelho (CRM: 23943/PE) é médico. Pautas para Jademilson Silva – Jornalista - DRT: 3468 Email: contato@jademilsonsilva.com

Pílulas

Coren lança cartilha com foco na atenção primaria


O Conselho Regional de Enfermagem de Pernambuco (Coren-PE) lançou o Protocolo de Enfermagem na Atenção Básica. O foco do protocolo é aprimorar a assistência de Enfermagem, no âmbito da atenção primária, favorecendo o uso de práticas cientificamente sustentadas.

Fique Por Dentro

Catarina Ventura

Catarina Ventura - Foto: Sol Pulquério

Para lembrar o glaucoma

Principal causa de perda irreversível da visão, o glaucoma afetará 80 milhões de pessoas em 2020 e 111,5 milhões em 2040, segundo projeções da Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, de acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, houve um crescimento de 900 mil casos em 2010 para 2,5 milhões no ano passado. Ontem, foi lembrado o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma.

O aumento da expectativa de vida da população ajuda a entendermos esses números, pois a idade avançada eleva os riscos. No geral, a incidência aumenta a partir dos 40 anos, chegando a 7,5% aos 80, assim como o uso de colírios com corticoide de forma indiscriminada e sem acompanhamento médico, já que eles podem causar aumento da pressão intraocular.

A doença ocorre por conta da pressão intraocular associada a neuropatia óptica, que causa um dano no nervo – parte do olho que leva a informação visual até o cérebro, ocasionando perda progressiva e irreversível da visão. Ele provoca um estreitamento do campo visual, fazendo com que a pessoa percam progressivamente a visão periférica. Mas, ela tem cura? Quais são as causas? É possível prevenir? A oftalmologista Catarina Ventura, do Instituto de Olhos Fernando Ventura, tira dúvidas sobre o problema.

Causas

“As causas do aumento da pressão dos olhos são desconhecidas, porém colírios dilatadores, drenagem restrita ou bloqueada, uso de corticoides, má circulação ou redução sanguínea no nervo óptico e pressão arterial alta são algumas situações que influenciam”.

Hereditário

“Pessoas que têm casos na família têm mais chances de desenvolvê-la. Nessa situação, a chance de ter a doença é seis vezes maior que uma pessoa sem histórico familiar. Pessoas com diabetes, problemas cardíacos, hipertensão, negros e idosos também têm mais probabilidades”.

Tipos de glaucoma

“São quatro: primário de ângulo aberto ou crônico (mais comum); de ângulo fechado ou agudo (mais emergencial); congênito (atinge os bebês logo em seu nascimento) e secundário (causada por complicações médicas)”.

Tem cura?

“Não, porém a doença pode ser controlada. É necessário que o paciente mantenha a continuidade do tratamento para reduzir a pressão intraocular e evitar a perda de visão. Quanto mais rápido, menor será a perda”.

Prevenção

“Alimentação saudável, praticar exercícios, usar óculos de sol quando possível, reduzir nível de estresse, moderar no consumo de álcool, não abusar de medicamentos e, claro, consultar um oftalmologista, no mínimo, uma vez por ano para um check-up geral”.

 

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