Saúde e Bem-Estar

Rafael Coelho

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Rafael CoelhoFoto: divulgação

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Segundo estudo publicado na revista científica The Lancet, a taxa global de obesidade em crianças disparou nas últimas 4 décadas. Caso esse quadro não se reverta, o crescimento de doenças associadas à obesidade, como diabetes, pressão arterial elevada e doenças de fígado serão mais frequentes. De acordo com o estudo divulgado na Lancet, a prevalência de obesidade global em meninas saltou de 0,7% para 5,6%. Em meninos, a alta foi ainda maior: saiu de 0,9% para 7,8%, isso em 40 anos. Como consequência, 124 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 19 anos ao redor do mundo estão obesos. A obesidade é uma doença e está atingindo fortemente a população de crianças e adolescentes. Uma criança obesa tem 80% de chance de se tornar um adulto obeso. E bem chocante: pressão alta e diabetes tipo II deixam de ser doenças exclusiva de adulto. Uma criança acima do peso ou obesa pode ser considera desnutrida. Crianças estão perdendo o hábito de consumir alimentos nutritivos e balanceados como carboidratos complexos, gorduras saudáveis e proteínas. Com base, 32,5% das crianças com menos de 2 anos consomem refrigerante ou bebidas adoçadas cinco ou mais vezes por semana. As crianças e adolescentes estão perdendo o hábito, pelo estilo de vida dos pais, em consumir alimentos de verdade e estão substituindo por alimentos processados e enlatados. Estudos sugerem que, ao chegar aos 18 anos, um jovem poderá ter passado três anos em frente a uma tela de televisão, um celular ou um tablet. Brincadeiras de crianças estão deixadas de lado e o mundo das “telas” as envolvem. Crianças e adolescentes estão dormindo pouco e mau. Isso deixa a criança cansada e sem disposição para atividades que exigem um metabolismo maior do corpo. É preciso ter uma abordagem mais preventiva da obesidade, depois de instalada é mais difícil reverter o quadro. A prevenção da obesidade infantil deve iniciar já na gestação: a gestante deve ter bons hábitos alimentares e evitar excesso de ganho de peso na gravidez. O aleitamento materno é um dos pilares da prevenção de obesidade: criança amamentada no peito tem menos risco de desenvolver obesidade.

Hábitos podem prevenir a obesidade infantil:

- Atividade física diária;

- Brincadeiras em espaços abertos;

- Comer vegetais e frutas diariamente (é preferível comer a própria fruta por causa das fibras);

- Não usar gordura trans;

- Comer mais grãos integrais;

- Reduzir a ingestão de doces e bebidas com açúcar;

- Usar leite desnatado ou semidesnatado;

- Comer mais peixes e carnes magras

- Reduzir a ingestão de sal;

- Comer mais alimentos de verdade e menos embutidos

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*Rafael Coelho (CRM: 23943/PE) é médico. Pautas para Jademilson Silva – Jornalista - DRT: 3468 Email: contato@jademilsonsilva.com

Pernambucano é pódio em campeonato mundial

Jefferson Lôbo

Jefferson Lôbo - Foto: divulgação

Você sabe o que é kettlebell? É uma modalidade esportiva de levantamento de bolas de ferro (peso) utilizando apenas o corpo como apoio de força. O esporte já é bastante praticado na Europa e tem se difundido no Brasil e já se expande pelo Nordeste. O professor de Educação Física, presidente da Federação Pernambucana de Kettebell e especialista em kettlebell Jefferson Lôbo, é um dos pioneiros no Recife a aplicar a técnica em Centro de Treinamento Funcional, áreas verdes, condomínios e academias e tem participado de campeonatos em todo o Brasil e exterior. No período de 25 a 26 de maio passado, Jefferson Lôbo participou do Campeonato Mundial Kettlebell, na Irlanda. O campeonato mundial de Ketteblle Sport – WKSF IRLANDA 2019 reuniu 36 países com mais de 400 atletas em disputa. Países fortes na modalidade estiveram com delegações: Rússia, Estados Unidos, Bielorússia, Ucrânia, Itália e Alemanha. A seleção brasileira foi composta por 4 atletas. O atleta pernambucano Jefferson Lobo representou o estado e todo o norte e nordeste. O pernambucano foi medalha de ouro no campeonato brasileiro em 2017 e ou Sulaamericano, em 2018. Agora, no final de maio, na Irlanda, o atleta trouxe para Pernambuco, a medalha de bronze do mundial. A Federação Internacional de Kettlebell Sports pretende tornar o esporte olímpico e está mobilizando atletas de todo o mundo para o feito inédito. A WKSF Brasil – World Kettlebell Sport Federation, a maior organização mundial de Kettlebell Sport, a única no mundo reconhecida pelo Comitê Olímpico Brasileiro (C.O.I), que trabalha com a organização e promoção de eventos de kettlebell sport por meio de ações inclusivas para o reconhecimento da modalidade como esporte olímpico

Fique Por Dentro

Especialista desvenda mitos sobre o câncer

Um estudo liderado pela International Agency for Research on Cancer aponta que um a cada cinco homens e uma a cada seis mulheres irão desenvolver câncer ao longo da vida. Só no Brasil, segundo levantamento do Instituto Nacional do Câncer (INCA), 600 mil brasileiros deverão receber o diagnóstico da doença em 2019.Diante destes números, é natural que as pessoas tenham muitas preocupações em relação à doença, porém este receio faz com que o câncer seja um tema sempre atrelado a mitos. Atualmente, ferramentas de busca online e compartilhamento de mensagens por aplicativos são verdadeiros proliferadores das chamadas fake news da saúde e, a única forma de combater notícias sem embasamento científico, é munindo as pessoas com informação.

Confira a lista de alguns mitos sobre o câncer

Ingerir adoçantes causa câncer

Há muitos anos o adoçante gera desconfiança em relação à segurança na saúde de quem opta por utilizá-los e, por isso, há ainda quem prefira a ingerir o açúcar. Estudos antigos realizados em ratos utilizando altas quantidades de adoçantes com ciclamato mostraram que de fato causavam câncer. Porém, análises atuais feitas com outros tipos de adoçantes não foram capazes de confirmar essa associação.

Ingestão de leite pode causar câncer ou prejudicar o tratamento de um paciente oncológico

A ingestão do leite é constantemente alvo de debates entre especialistas e também por consumidores. Conhecido como uma ótima alternativa para a prevenção da osteoporose, o leite também é associado ao surgimento do câncer. Não existem estudos que comprovem a relação direta na causa de tumores. Porém, a alta ingestão é associada a algumas doenças que podem aumentar o risco do surgimento do câncer, como é o caso da obesidade, por exemplo.

Mamografia realizada anualmente aumenta o risco de mulheres desenvolverem tumores malignos

Este é um boato recorrente, e, com as redes sociais ganhou ainda mais força nos últimos anos. Recentemente, uma nova onda de fake news invadiu grupos de WhatsApp por conta de um vídeo que passou a circular e que supostamente trazia dados comprovando que a realização anual do exame aumentaria o risco de mulheres desenvolverem tumores malignos. Todos os anos cerca de 60 mil brasileiras recebem o diagnóstico de câncer de mama. Este é o segundo tipo de tumor que mais atinge as mulheres, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. “Apesar do diagnóstico gerar preocupação, é preciso ressaltar que a doença tem tratamento e que as chances de recuperação total das pacientes quando o diagnóstico é feito de forma precoce supera a marca de 95% dos casos.

A principal ferramenta para que isso seja possível é a mamografia, um exame que deve ser realizado anualmente a partir dos 40 anos e consegue detectar um nódulo antes mesmo que ele se torne palpável.

Tumor reincidente não tem cura

Tudo depende essencialmente do tipo e do estágio desse tumor. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais chances de o tratamento ter sucesso. Quando descoberto tardiamente, podem surgir diversas complicações mesmo após a doença ter sido tratada. Por isso, é fundamental analisar cada caso individualmente.

Refrigerante pode causar tumores

Não é novidade que o consumo de bebidas açucaradas como o refrigerante faz mal à saúde. Médicos e nutricionistas sugerem, inclusive, que o consumo desse tipo de produto seja abandonado para que a pessoa tenha uma qualidade de vida melhor e a chance de ter diversos tipos de doenças seja menor. Porém, muito tem se falado que além da obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares, o refrigerante também causa câncer. “O refrigerante não tem ligação direta com a doença. Mas, é preciso ressaltar que o consumo desse tipo de bebida pode levar a outros tipos de problemas de saúde que, esses sim, podem levar ao surgimento do câncer como é o caso da obesidade, que está ligada a pelo menos 13 tipos de câncer.

Leandro Apolinário é médico do Grupo Oncoclínicas

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