Saúde e Bem-Estar

Rafael Coelho

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O internauta Nelson pergunta se o hipertenso pode praticar musculação.

Que tal analisarmos primeiro o que o exercício físico, que inclui a musculação, faz com o nosso corpo?

Bem, quando nos exercitamos através da musculação, nós iniciamos um estímulo de estresse mecânico na sua musculatura que irá gerar algumas reações no seu organismo e uma delas é a vasodilatação (aumento do calibre dos seus vasos sanguíneos). Dessa forma, o seu sangue irá ser bombeado com mais facilidade para o seu corpo e com uma pressão sanguínea menor. Podemos concluir, assim, que a musculação pode levar sim ao controle dos níveis pressóricos arteriais de maneira isolada. Mas lembre-se, o que irá levar a melhora da hipertensão de base no contexto geral será a combinação de uma boa alimentação (que nestes casos deve ser acompanhada pelo profissional de saúde ), além de fatores específicos que só o seu médico poderá saber melhor. E claro, musculação, com acompanhamento de um profissional de educação física. Bons treinos e boa qualidade de vida.

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*Rafael Coelho (CRM: 23943/PE) é médico. Pautas para Jademilson Silva – Jornalista - DRT: 3468 E-mail: [email protected]

PÍLULAS

Jornada de urologia


Porto de Galinhas vai sediar a V Jornada Pernambucana de Urologia e a I Jornada Pernambucana de Uro-Oncologia. O evento acontece entre os dias 1 e 2 de novembro. O evento conta com palestras já confirmadas dos médicos urologistas Gustavo Carvalhal, Alberto Azoubel, Cássio Riccetto e Marcelo Wroclawski, que vêm de outros estados para somar nas discussões. As Jornadas contam com organização da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica Regional Nordeste e da Sociedade Brasileira de Urologia Seccional Pernambuco. Os médicos que desejarem participar, podem fazer sua inscrição pelo e-mail [email protected] (destinatário Alessandra Macedo), ou entrar em contato pelo telefone (81) 98118-4883.

Centro para autistas já começou a atender

O centro de acolhimento dos projetos Autismo Compartilhar Solidariedade e Peniel Ações Sociais iniciaram o atendimento gratuito de crianças e adultos autistas no sábado passado, em Dois Unidos. Os atendimentos acontecem sempre aos sábados, das 14h às 18h, com a colaboração de voluntários de diversas áreas. Para contribuir com a causa ou obter mais informações sobre os agendamento deve-se enviar um e-mail para: [email protected]

A PALAVRA DO ESPECIALISTA

Silicone pode dificultar o diagnóstico de câncer de mama?


Vários estudos examinaram a possível associação entre mamoplastia de aumento e detecção tardia do câncer de mama, mas não viram diferença significativa entre mulheres com e sem implante mamário. O implante não necessariamente obscurece lesões, depende muito da composição do tecido mamário, da localização da lesão e da localização do implante. Dependendo dessas duas variantes, podem ser necessários exames complementares.

Atualmente na medicina existem exames complementares que ajudam no diagnóstico, quando este pode obscurecer lesões. Devemos fazer manobras especiais de deslocamento posterior do implante, além da complementação do diagnóstico com outros exames, quando necessário, como a ultrassonografia e a ressonância magnética. Lembramos ainda que pacientes com próteses mamárias podem fazer tranquilamente punções e biópsias sem o risco de perfurar os implantes, quando realizado de forma adequada tecnicamente.

Outro questionamento comum é sobre o risco de ruptura do implante pela compressão da mama no mamógrafo. Não existe associação de ruptura do implante pela compressão do mamógrafo.

A localização do implante também pode fazer a diferença quanto ao diagnóstico? Há duas posições básicas de inserção do implante mamário: atrás da glândula mamária e atrás do músculo peitoral. A decisão da posição do implante é uma decisão cirúrgica, dependendo do tamanho da mama e do aspecto final almejado, caso exista suspeita de ruptura ou complicações dos implantes, se faz necessária a confirmação através do ultrassom e/ou ressonância. A localização do implante não aumenta a possibilidade de obscurecer lesões, desde que os exames complementares e as incidências adicionais sejam utilizadas para aumentar a sensibilidade. A mamografia em mamas densas e com implantes tem uma sensibilidade de cerca de 45% e, quando associada a ultrassonografia a taxa de detecção sobre para 98%.

Dra. Beatriz Maranhão é médica radiologista imagenologista mamária do Lucilo Maranhão Diagnósticos

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