Saúde e Bem-Estar

Rafael Coelho

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Olá, leitores e internautas que acompanham a coluna Saúde e Bem-Estar

Existem, sim, chances de pessoas sem os sintomas típicos da Covid-19, como tosse e febre, transmitirem a doença.

Para se ter uma ideia, pessoas sem sintomas são responsáveis por 2/3 das infecções pelo novo coronavírus segundo estudo da Escola de Saúde Pública da Universidade Columbia dos Estados Unidos.

Diante disso, esses indivíduos sentem apenas sintomas leves, principalmente no momento inicial, ou são assintomáticas (sem sintomas).

Então, é possível pegar Covid-19 de alguém que teve apenas uma tosse leve, por exemplo.

Por isso, é importante manter o distanciamento social, recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

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Rafael Coelho (CRM: 23943/PE) é médico. Pautas para Jademilson Silva – Jornalista - DRT: 3468. E-mail: [email protected]

Pílulas – Especial Coronavírus

Meditação na quarentena

O terapeuta e hipnólogo Paulo Campos afirma que a meditação é importante para o equilíbrio emocional da mente e corpo neste período de distanciamento social pelo coronavírus. A respiração consciente: puxar o ar pelo nariz e soltar o ar pela boca (devagar e profundamente), deve ser cultivada no momento que a ansiedade bater.

Álcool em gel pode ressecar a pele

“Pessoas que possuem a pele mais seca e que apresentam um histórico de dermatites irritativas, poderão sofrer devido ao excesso de lavagem e ou de álcool gel, recomenda-se o uso constante de hidratante para evitar ressecamentos”, afirma a dermatologista Patrícia Guimarães. Além disso, os hábitos de higiene não podem estar limitados às mãos, mas também é importante realizar a limpeza minuciosa de todas as partes que entram em contato com o ambiente, usando água e sabão, conclui a médica.

Ainda sobre coronavírus e pulmão

O pneumologista Diego Lima, M-Tórax, revela como o coronavirus atua nos pulmões nos casos mais graves da doença: a presença do vírus ativa o sistema de defesa do organismo, causando intensa reação inflamatória, o que impede que o oxigênio que inspiramos do ambiente passe adequadamente dos pulmões para o sangue e para os tecidos do corpo. Por isso, os doentes podem apresentar dificuldade para respirar, com sensação de faltar de ar, situação em que devem ser avaliados por um médico.

Alongamento em casa

Paulinho Baptista

Paulinho Baptista - Foto: divulgação

Nesta época de distanciamento social, com as pessoas mais em casa, fazer alongamentos, entre 30 segundos a 1 minuto em cada segmento do corpo é o ideal. O fisioterapeuta do Hospital de Ortopedia, Paulinho Baptista, informa que o alongamento é importante, pois não se trata apenas dos músculos e, sim, da capacidade de alongar os tecidos. "Tratando da quarentena estamos vivendo um período de incertezas e muita tensão e isso reflete diretamente em nosso corpo, por isso a importância de alongar-se, e ativar a musculatura a fim de oxigenar e melhorar o fluxo sanguíneo do local, evitando, assim, os famosos pontos de tensão", informa o especialista. Cuidado, se você não realiza alongamentos com frequência, tem que ir habituando o limite do corpo.

Palavra do Especialista

Coronavírus pode ser transmitido pelos olhos?

Marília Coutinho

Marília Coutinho - Foto: divulgação

Nesta época do ano, de muita umidade e calor, algumas doenças oculares são mais comuns, no Brasil. Dentre elas, conjuntivite, ceratite, alergias e especialmente viroses. Diante de um desses quadros, o oftalmologista deve verificar se o paciente apresenta outros sintomas, como problemas respiratórios, e ouvi-lo sobre viagens recentes para países ou regiões com casos de coronavírus. Isso porque é possível contrair a doença pelos olhos.

Sabemos que a transmissão acontece pelos olhos, nariz e boca, mas os estudos ainda estão sendo desenvolvidos, pois a pandemia é recente. No entanto, é perfeitamente plausível que o coronavírus seja contraído pelos olhos.

As pessoas devem evitar o contato físico, o aperto de mão, o beijo, o abraço, neste momento de crise do vírus. É importante, ainda, evitar tossir ou espirrar na mão. O ideal é usar um lenço de papel descartável e, se não tiver, usar o braço.

Se a pessoa estiver infectada, as gotículas da tosse ou do espirro vão ficar na palma da sua mão e, ao tocar os olhos, contaminá-los com o vírus ou, pior, contagiar outras pessoas ao fazer contato.

A suspeita de que o coronavírus pode ser transmitido pelos olhos já foi aventada, no último mês de janeiro, pelo médico chinês Wang Guangfa, chefe do departamento de medicina pulmonar do Primeiro Hospital da Universidade de Pequim, que investiga a pandemia. O médico, inclusive, acredita ter contraído a doença por não usar óculos protetores durante uma visita a Wuhan, epicentro da doença.

Pesquisadores do Imperial College of London e da Universidade de Southampton, na Inglaterra, também consideram que essa forma de contágio é possível. Frente a essa possibilidade, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), está orientando os oftalmologistas a serem criteriosos na anamnese e, diante de suspeita de paciente contaminado, proteger os olhos, o nariz e a boca e encaminhar o paciente para testes e observação.

Marília Coutinho é especialista em oftalmologia geral, vias lacrimais e plásticas ocular e órbita no Instituto de Olhos do Recife (IOR).



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