Pets precisam de atenção e que donos fiquem atentos às campanhas de vacinação
Pets precisam de atenção e que donos fiquem atentos às campanhas de vacinaçãoFoto: Arthur Mota/Arquivo

A raiva é uma zoonose - doença transmitida de animais mamíferos, geralmente através da mordida e arranhaduras que levam o vírus presente na saliva dos animais infectados para o homem. É uma doença grave, com taxa de mortalidade de quase 100%. O vírus da raiva tem atração pelas células do sistema nervoso, e, uma vez inoculado no organismo, passa a migrar em direção ao sistema nervoso central, causando a encefalite rábica.

Em caso de mordida ou arranhão de qualquer animal, a recomendação é que se lave bem o local com água e sabão e, em seguida, se busque imediatamente um posto de saúde para que se avalie se há necessidade de iniciar tratamento profilático (preventivo) com a vacinação contra raiva. O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível, já que a profilaxia contra a raiva é considerada uma urgência médica. No Recife, o posto de referência de vacina antirrábica é o Lessa de Andrade, no bairro da Madalena, na Zona Oeste.

A transmissão pode ocorrer através de cães, gatos, morcegos, macacos, raposas, coiotes, guaxinins, gambás, entre outros mamíferos. Animais devidamente vacinados não são fontes de transmissão. Em caso de dúvida sobre se o animal está imunizado, é importante capturá-lo para que ele possa ser analisado por um veterinário, de modo a procurar sinais do vírus da raiva. 

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Outra recomendação é que não se mate o animal. O correto é deixá-lo em observação durante 10 dias, para que se possa identificar qualquer sinal indicativo da raiva. Os sintomas da raiva são característicos e variam no animal e no ser humano. O animal geralmente apresenta dificuldade para engolir, salivação abundante, mudança de comportamento, mudança de hábitos alimentares e paralisia das patas traseiras.

Nos humanos, os sintomas são característicos: transformação de caráter, inquietude, perturbação do sono, alterações na sensibilidade, queimação, formigamento e dor no local da mordedura. Essas alterações duram de 2 a 4 dias. Posteriormente, instala-se um quadro de alucinações, acompanhado de febre; inicia-se o período de estado da doença, por 2 a 3 dias, com medo de correntes de ar e de água. Também surgem crises convulsivas periódicas.

Segundo dados do Ministério da Saúde, no período de 1990 a 2009, foram registrados no Brasil 574 casos de raiva humana, nos quais, até 2003, a principal espécie transmissora foi o cão. A partir de 2004, porém, o morcego passou a ser a principal fonte de transmissão de raiva no Brasil. Desde o século XIX, porém, já existe vacina contra a raiva, sendo ela bastante efetiva em impedir o avanço da doença, caso administrada em tempo hábil.

 

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