Arilson Lopes, Coordenador Artístico da Unidade Recife dos Doutores da Alegria
Arilson Lopes, Coordenador Artístico da Unidade Recife dos Doutores da AlegriaFoto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

Você já sorriu hoje? Independentemente da resposta, esqueça onde e com quem você está por um momento e experimente rir agora por alguns segundos, se possível até gargalhar. Sentiu algo diferente? Uma sensação de bem-estar? Pois é. Muitas pessoas não sabem, mas além de ser contagiante, o riso diminui estresse e ansiedade, fortalece o sistema imunológico, relaxa a tensão muscular e diminui a dor. Especialistas afirmam que sorrir trabalha o corpo como um todo e ainda fortalece as emoções. Ou seja, só traz benefícios.

Visto por alguns como um ato trivial, o riso induz nosso corpo a liberar endorfina, hormônio responsável pela sensação de bem-estar. Quem sabe bem disso é a assessora de casamentos Emmanuella Sumara, 36 anos. Ela conta que por meio do sorriso consegue amenizar problemas, dores. "Trabalho com sonhos e estar sorrindo é importante para que os clientes se sintam acolhidos. Um sorriso verdadeiro muda a vida e o humor de uma pessoa. Aonde vou, gosto de provocar o riso nas pessoas", disse.



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Assim como Emmanuella existem outras pessoas que têm o riso como um sério instrumento de trabalho. Os Doutores da Alegria são bons exemplos. Atuando há 28 anos no Brasil e 16 em Pernambuco, o grupo introduziu a arte do palhaço no universo da saúde. Os artistas experimentam o espaço do hospital como palco, entendendo que a arte pode ser aliada na promoção da saúde dentro do ambiente hospitalar. O riso é um medicamento super acessível e orgânico.

O coordenador artístico dos Doutores da Alegria em Pernambuco, Arilson Lopes, destaca que o sorriso é um meio de comunicação imediato. "Todos estão abertos ao riso. Por meio dele tudo é dito, todas as permissões são possíveis. Ninguém sabe ao certo onde nasce o riso, mas uma coisa é certa desde muito cedo já temos disponibilidade para o riso." Segundo Lopes, o importante é rir com o outro. "Temos muito cuidado de não rir do outro. O caminho do riso é o da identificação, do entendimento, da subversão, transgressão."

[PODCAST] Estudos apontam que pessoas dominadas pelas emoções negativas têm mais risco de desenvolver uma série de doenças. Para falar sobre o assunto, Jota Batista conversou, no Canal Saúde, com o psicólogo Denis Ramos.



Pesquisas apontam que uma criança de quatro anos ri até 500 vezes por dia, enquanto um adulto ri no máximo 15 vezes e um ancião ri menos ainda. Como qualquer outro comportamento emocional, o riso tem uma função: comunicação. Engana-se quem pensa que temos o monopólio do sorriso. Estudiosos verificaram que antropoides (chimpanzés, gorilas e orangotango) abrem suas bocas, mostram os dentes, retraem os cantos da boca e emitem vocalizações altas e repetitivas, não como o riso dos humanos, mas sons mais parecidos com guinchos ou granidos.

A psicóloga Hellen Leite conta que as pessoas têm dentro dos corpos vários hormônios que compõem a farmácia biológica. "A prática do riso, da gargalhada livre, solta, espontânea é indicada para qualquer tipo de pessoa. O riso pode nos beneficiar profissionalmente, socialmente. Quando a gente está dando risada nosso organismo libera endorfina e serotonina, que são dois hormônios responsáveis pela sensação de bem-estar e tranquilidade", disse.

Segundo a profissional, algumas abordagens da psicologia já utilizam o riso como ferramenta. "A psicologia positiva está estudando há mais ou menos 20 anos como o riso pode tornar a pessoa mais resiliente diante dos desafios. O riso é importante para a gente desenvolver habilidades socioemocionais", comentou. Hellen Leite afirma que ao sorrir de uma piada a risada dura entre três e cinco segundos. "Cientificamente, os neurocientistas dizem que a gente precisa sorrir por pelo menos dez minutos, o que garantiria um bom funcionamento do nosso organismo", ressaltou.

Arilson Lopes, Coordenador Artístico da Unidade Recife dos Doutores da Alegria
Arilson Lopes, Coordenador Artístico da Unidade Recife dos Doutores da AlegriaFoto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco
O poder do riso
O poder do risoFoto: Léo Malafaia/Folha de Pernambuco
Hellen Leite, psicóloga
Hellen Leite, psicólogaFoto: Léo Malafaia/Folha de Pernambuco

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