Psicanalista integrativa Nenetha Souza recomenda exercícios de respiração para relaxar
Psicanalista integrativa Nenetha Souza recomenda exercícios de respiração para relaxarFoto: Léo Malafaia/Folha de Pernambuco

O despertador toca. É segunda-feira, mas a cabeça não deixa de pensar com a lerdeza de domingo. Meio zonzo, você se levanta para o banheiro, lava o rosto. E a segunda-feira se impõe. Vai para fora, bota a ração do cachorro, volta, liga a TV para escutar enquanto toma banho, veste a roupa do dia, desliga a TV, vai para cozinha, prepara o café, os olhos chegam a arder ainda com o sono interrompido. Escova os dentes, calça os sapatos, pega bolsa, carteira e chave, verifica se fechou a janela, estão todas as luzes apagadas?, tranca a porta. Encara o trânsito. Carros parados, buzina. Olha o relógio. Entra no Facebook, entra no Instagram. Olha o relógio de novo. Duas horas depois, chega ao trabalho. Cliente liga cobrando. Chefe manda mensagem cobrando outra entrega para outro cliente. E reclama...

Sentiu a respiração ofegar? Troque “chefe” por “professor” e “trabalho” por “faculdade”, se você for estudante, ou acrescente o filho que vai à creche ou à escola, se for pai ou mãe, e você tem no parágrafo passado um retrato mais ou menos fiel da rotina de boa parte da população adulta que vive nas cidades brasileiras. Em uma vida corrida assim, o estresse pode ser inevitável. Por isso, há quem busque, de vez em quando, um refúgio, um lugar mais calmo para relaxar e se desligar um pouco dos problemas, “esfriando” a cabeça para voltar a enfrentar as obrigações do dia a dia.

[TV FolhaPE] Saiba mais com as orientações da psicanalista integrativa Nenetha Souza


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É o caso do terapeuta Leandro Viegas, 36 anos. Para ele, dar uma pausa na semana e buscar um refúgio traz tranquilidade e ajuda no autoconhecimento. Pai de duas crianças, Leandro mora em Olinda e trabalha à noite na área central do Recife. Às vezes, para fugir da correria, ele passa um tempo sozinho em contato com a natureza, na praia ou em locais como o Jardim do Baobá, no bairro das Graças, Zona Norte da Capital. “Me sento, faço umas sessões de respiração. Quando não dá para ir, eu faço em casa também. Me tranco no quarto e coloco um som para meditar”, conta.

A prática pode ser bastante positiva para o bem-estar físico e mental. “Quando a gente fica só, melhora as respirações, faz reflexões. As ideias fluem de forma mais tranquila”, explica a psicanalista integrativa Nenetha Souza. De acordo com ela, o ideal é, nesses momentos de parada, buscar uma conexão com a natureza. “Ouvir o barulho do canto dos pássaros, de uma cachoeira, respirar aquele ar é outra energia. A serotonina e a endorfina, que estão ligadas à felicidade e à sensação de prazer, são potencializadas”, afirma.

[Podcast FolhaPE] Jota Batista conversA no Canal Saúde com a psicanalista integrativa Nenetha Souza


Apesar de o contato com a natureza ser o ideal, o refúgio de cada um pode ser encontrado em qualquer lugar, dentro de casa, ou por hábitos como andar ou dirigir sem um destino certo. “Tem pessoas que são mais urbanas e não gostam. E se isolar não é cultivar a solidão. A grande sacada é você estar na sua própria presença, o que a gente não vive mais porque está muito pragmático, pensando no que tem que fazer”, afirma. Durante o isolamento, Nenetha Souza recomenda algumas técnicas de respiração (veja no vídeo). “É como se você inspirasse o que você quer e expirasse o que não quer. É um exercício que deve ser diário”, sugere.

O agente de aeroporto Pedro Falcão, 24, também tem o hábito de se refugiar quando sai do trabalho ou depois de acordar, de manhã. Entre os lugares que frequenta, estão o Jardim do Baobá e a área perto dos arrecifes do Parque das Esculturas. “O trânsito é um estresse pulsante, e aí você anda 100 metros e, de repente, um silêncio, um verde. Observo a movimentação do pessoal que faz remo no rio Capibaribe. As janelas e as cortinas dos prédios se abrindo. Eu consigo perceber detalhes que ninguém percebe”, comenta.

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