Hospital Getúlio Vargas
Hospital Getúlio VargasFoto: Miva Filho/SES/Divulgação

O filho que sobreviveu à tragédia familiar provocada por um sargento da Polícia Militar  no último domingo (2), no Recife, pode ficar com sequela no braço. A informação foi repassada à reportagem da Folha de Pernambuco pelo cunhado da mãe de Moisés de Lima de Carvalho Filho, de 27 anos, baleado pelo pai. "O que temos de informação é de que Moisés vai ficar com sequela no braço porque a bala dilacerou o osso e talvez ele perca o movimento do braço”, disse José Genivaldo.

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Moisés Filho, que está internado no Hospital Getúlio Vargas, Zona Oeste do Recife, ainda não sabe da morte do irmão, Diego Lima de Carvalho, de 24 anos, que também foi alvejado pelo pai. Entre gritos e lágrimas de emoção e dor, Diego teve o corpo velado e enterrado no final da tarde desta segunda-feira (3), no Cemitério de Santo Amaro. Ainda segundo o familiar, os parentes foram orientados a não noticiar a informação da morte do irmão. "Devido ao quadro de saúde, os médicos pediram para que não falássemos que o irmão tinha morrido”, completou Genivaldo.

Moisés Filho foi baleado no braço quando tentava proteger a mãe, Teresa Carvalho, durante uma discussão com o pai, o sargento de polícia Moisés de Lima Carvalho, de 49 anos, na manhã do último domingo, na residência da família, no bairro do Cordeiro. O irmão, Diego Lima Carvalho, de 25 anos, foi baleado na barriga. Ele passou por cirurgia no Hospital da Restauração (HR), no Derby, mas teve complicações e morreu por volta das 17h desse domingo. 

De acordo com o último boletim emitido pela unidade de saúde, o quadro de Moisés Filho é considerado estável, mas não há previsão de alta. Para os tios, a tragédia já era aguardada devido ao histórico de discussões do casal, provocadas pelo sargento. “Eles interviam muito no relacionamento dos pais porque o homem [Moisés] era violento e alcoólatra”, falou Genivaldo.

Ele contou que o PM, depois de ter atirado nos filhos, saiu na moto e chegou a tentar entrar no HGV, mas foi denunciado pelo filho mais velho. "Ele chegou lá, querendo entrar de todo jeito, dizendo que era policial e que queria entrar para ver o filho. Foi o próprio Moisés quem olhou para os policiais e disse que ele [o pai] tinha atirado nele e no irmão. Foi lá que ele foi preso".

O policial foi autuado em flagrante delito por tentativa de homicídio e, inicialmente, encaminhado para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde prestou depoimento. Ele teve a prisão preventiva decretada nesta segunda-feira (3) durante audiência de custódia realizada Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, na Ilha Joana Bezerra, área central do Recife. Moisés foi encaminhado ao Centro de Reeducação da PM (Creed), em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife.O caso será investigado pela Delegacia do Cordeiro.

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