Nova oposição surgirá a partir de Caruaru

Representantes de partidos que apóiam Raquel Lyra em Caruaru podem constituir um bloco de oposição para 2018

Deputado federal Jorge Côrte Real (PTB-PE)Deputado federal Jorge Côrte Real (PTB-PE) - Foto: Francisco Lima / Divulgação

Reuniram-se em Caruaru quinta-feira à noite, no encerramento da campanha de Raquel Lyra à prefeitura, representantes de cinco partidos que têm tudo para construir uma “nova oposição” em Pernambuco a partir dessas eleições. Foram dar apoio à candidata o senador Armando Monteiro (PTB), o ministro Bruno Araújo (PSDB), o prefeito José Queiroz (PDT), o deputado Sílvio Costa (PTdoB) e a deputada Priscila Krause (DEM).

Esta aliança ainda é conjuntural. Mas pode evoluir para algo mais sólido em 2018, sem a participação do PT, para tentar impedir a reeleição do governador Paulo Câmara. Sem o PT nesse arco de forças, estará facilitado o entendimento entre o PSDB, o PTB e os outros partidos que estão no palanque de Raquel para disputar o Governo do Estado e as duas vagas do Senado. A chapa poderia ter o ministro Bruno Araújo na cabeça, já que o interesse do senador Armando Monteiro seria concorrer à reeleição.

Representantes de partidos que apóiam Raquel Lyra em Caruaru podem constituir um bloco de oposição para 2018

Bloco político em gestação
Independente de Raquel Lyra (PSDB) tornar-se ou não prefeita de Caruaru, a oposição ao governo Paulo Câmara ganhará musculatura depois dessas eleições. O bloco, que está nascendo forte, reuniria, além de Bruno Araújo (PSDB) e Armando Monteiro (PTB), o ministro Mendonça Filho (DEM) e os deputados federais Wôlney Queiroz (PDT), Betinho Gomes (PSDB) e Daniel Coelho (PSDB).

Espaço > Todos esses políticos teriam chegado à conclusão de que não há espaço para todos na Frente Popular. E que “quem sabe faz a hora não espera acontecer”, como diz a canção de Geraldo Vandré. A chapa majoritária desse time teria Bruno Araújo, Mendonça, Armando, José Queiroz ou Elias Gomes.
Lhaneza > Todos os políticos que visitaram o TRE nessas eleições saíram com a mesma impressão do seu presidente, desembargador Antonio Carlos Alves da Silva: simples, lhano humilde e justo.
Transição > Ulisses Felinto (PSDB), prefeito eleito de Timbaúba, confia numa transição civilizada, mas ainda não recebeu da atual gestão as informações necessárias para iniciar a gestão com o pé direito.
3ª geração > Nessas eleições, chegou ao poder em Chã de Alegria a terceira geração da família Mascena. Primeiro foi o “velho” Mariano, depois o filho Marinaldo, e agora o sobrinho Tarcísio (PSB).
Ligação > Mesmo sem mandato, o ex-deputado Fernando Lupa (PSB) nunca se afastou das bases que o elegeram duas vezes para a Assembleia Legislativa. Além de conhecer, como a palma da mão, a geografia política do interior, semanalmente ele almoça com um dos líderes que o apoiaram em 1998/2002.
Time > Se vencer a eleição para prefeito de Olinda, Antonio Campos (PSB) montaria um secretariado de fazer inveja a Paulo Câmara, a julgar pelos quadros que o cercam. Já o time do candidato Lupércio (SD) não é muito conhecido pelos olindenses. Os destaques são Arlindo Siqueira e Márcio Botelho.
Mesmice > Confirmando-se a vitória de Geraldo Júlio (PSB), no Recife, neste segundo turno, não haverá maiores consequências na Frente Popular, salvo o malabarismo que o prefeito reeleito terá que fazer para acomodar na sua equipe representantes de 21 partidos. No que diz respeito a João Paulo, será um dos sobreviventes do PT da geração “pós” Laja Jato, já que Lula e o time que o cercava foi fortemente atingido pelo escândalo da Petrobras.

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