Sáb, 15 de Agosto

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SAÚDE

Novo estudo mostra que bebês que vivem em lares com cães usam menos antibióticos; entenda

Achados foram publicados na revista científica Pediatric Allergy and Immunology

Novo estudo mostra que bebês que vivem em lares com cães usam menos antibióticosNovo estudo mostra que bebês que vivem em lares com cães usam menos antibióticos - Foto: Sally Wynn / Pixabay

Diferente do que muitas pessoas pensam, a presença de um cachorro dentro de casa pode, na verdade, ser benéfica para os bebês. É o que mostra um novo estudo, que indica a necessidade de menos infecções respiratórias, ter menos febre e precisar de menos ciclos de antibióticos para crianças que convivem diariamente com cães.

A equipe de pesquisadores acompanhou um grupo de 368 bebês, desde o nascimento até o primeiro ano. Eles realizaram a coleta de poeira doméstica aos dois meses dos bebês para analisar os organismos presentes na casa e também analisaram a saúde dos participantes através de questionários semanais ao longo de 12 meses.

Os pesquisadores examinaram 12 grupos bacterianos e 2 grupos fúngicos que haviam sido previamente identificados como mais comuns em casas com cães. Dentre esses 14 grupos, oito foram responsáveis por entre 10% e 23% da associação entre a presença de um cão e pelo menos um desfecho de saúde, seja menos semanas com febre, menor uso de antibióticos ou mais semanas em que o bebê estava simplesmente saudável.

Quando três bactérias específicas foram estudadas em conjunto, elas foram responsáveis por até 25% da redução no uso de antibióticos associada à presença de um cão em casa.

E, quanto aos grupos de bactérias, o Pasteurella, presente na boca de cães e gatos, foi um forte preditor de menor febre e menor uso de antibióticos. Já o grupo Collinsella foi associado a mais semanas saudáveis, menor uso de antibióticos, menos infecções de ouvido e menos semanas com febre. Os achados foram publicados na revista científica Pediatric Allergy and Immunology.

"Gêneros específicos de bactérias e fungos associados a cães na poeira doméstica, e não a sua riqueza, explicavam em parte as associações entre ter cães e uma menor prevalência de infecções respiratórias", escreveram os autores.

A equipe de pesquisadores, por sua vez, ressalta que este é um estudo que observou associações, não causas. Ou seja, mais pesquisas são necessárias para confirmar que os microrganismos presentes na poeira associada a cães melhoram diretamente a saúde infantil.

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