Novo presidente da Fundaj, Alfredo Bertini, toma posse

Solenidade contou com a presença do ministro da Educação Ricardo Vélez Rodriguez

Posse do novo presidente da Fundaj, Alfredo BertiniPosse do novo presidente da Fundaj, Alfredo Bertini - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

O novo presidente da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), o professor e pesquisador Alfredo Bertini, tomou posse na manhã desta segunda-feira (28). A cerimônia foi realizada no Cinema do Museu, no campus Casa Forte, na Zona Norte do Recife.

A solenidade contou com a presença do ministro da Educação Ricardo Vélez Rodriguez. A agenda das 15h, que seria uma visita ao Engenho Massangana, no Cabo de Santo Agostinho, teve que ser cancelada. Além da forte chuva na capital pernambucana, o ministro foi convocado para retornar a Brasília para uma reunião extraordinária sobre o rompimento da barragem em Brumadinho, em Minas Gerais.

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"É um desafio que me foi dado pelo ministro da Educação, pelo presidente Bolsonaro, de resgatar a Fundação, dar de volta à Fundação a importância que, historicamente, foi dada aquele tripé ao lado da Sudene e do Banco do Nordeste", disse Bertini. "A Fundação tem uma tradição na sua área de pesquisa, de ensino, que a gente precisa direcionar para essa política de desenvolvimento, dar essas prioridades estabelecidas pelo Governo Federal e também pelo Ministério da Educação", acrescentou.

De acordo com o novo presidente, a Fundaj possui uma tradição de pesquisa importante no País, não apenas social, mas econômica. “Fomos à terceira instituição do Brasil a fazer um estudo sobre índice de inflação, cálculo da taxa de desemprego. Temos que trazer de volta a força que a Fundação representou no País dentro da visão de novas perspectivas em relação às prioridades do Nordeste”, destacou.

Sobre os equipamentos culturais, Bertini assegurou que os trabalhos permanecem como prioridade da instituição, até por sua experiência exercida no Ministério da Cultura (2016), como Secretário Nacional do Audiovisual, e posteriormente como Secretário Nacional de Infraestrutura Cultural. Na área de educação, o novo presidente se mostrou a disposição do Governo Federal. Há uma pesquisa de avaliação dos cursos de Matemática, sobre o nível de ensino do Nordestes. "Podemos contribuir nessa direção", afirmou Bertini.

O ministro da Educação, em um breve discurso, mencionou os patronos da instituição, o antropólogo e historiador Gilberto Freyre, criador da Fundaj, e o escritor e diplomata Joaquim Nabuco. “Eles representam os arquétipos para a construção da nossa memória cultural. Em Gilberto Freire encontramos uma visão holística da realidade brasileira que se distancia das visões que tentam simplificar nossa realidade. Ele tenta explicar nossa diversidade, nossa identidade”, afirma. “Com Joaquim Nabuco vamos encontrar a visão global.

Não se trata de copiar fórmulas já estabelecidas, de copiar pautas internacionais, mas de não negar uma realidade óbvia que é a globalização”, concluiu. Segundo o ministro, todas as pesquisas e atividades promovidas pela Fundaj terão o papel de lembrar ao País essa dupla realidade citada através destes dois grandes nomes.

O último compromisso do ministro no Estado, seria uma visita ao Engenho Massangana, no Cabo de Santo Agostinho, teve que ser cancelada. Além da forte chuva na capital pernambucana, o ministro foi convocado para retornar a Brasília para uma reunião extraordinária sobre o rompimento da barragem em Brumadinho, em Minas Gerais.

Reunião
Antes da cerimônia de posse do novo presidente da Fundaj, o ministro Ricardo Vélez, esteve no Palácio do Campo das Princesas, pela manhã, em um encontro com o governador Paulo Câmara. Segundo o secretário de Educação, Fred Amâncio, esse primeiro contato não tratou de nenhuma pauta específica. “Nós falamos sobre o trabalho que o Estado vem desenvolvendo, e o ministro conversou sobre a prioridade que dar a Educação Básica, com um olhar especial para a alfabetização. O que está muito alinhado com nosso projeto hoje”, declarou Fred.

Na agenda, Vélez também se reuniu com os reitores das universidades Federal e Rural de Pernambuco. Há uma preocupação, externada publicamente pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) sobre a nomeação dos reitores e reitoras das universidades. O Governo Federal poderá não nomear os primeiros colocados na lista tríplice, dos gestores eleitos. “Nossa preocupação é com a autonomia das universidades”, pontuou o reitor da UFPE, Anísio Brasileiro. De acordo com a reitora da UFRPE Maria do Socorro, a escola dos gestores não pode ser atrelada a partidos políticos, no entanto, o assunto não foi discutido a fundo. O ministro da educação terá uma reunião hoje com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andif).

“O ministro irá convidar os reitores para reuniões no MEC. Não houve nenhuma pauta específica”. Sobre quais pleitos pretende levar ao ministério, a reitora elencou duas pautas importantes. “Hoje nós temos uma unidade que está iniciada em Belo Jardim, e a transição que estão fazendo na Universidade Federal do Agreste de Pernambuco, que era uma unidade e se transformou em universidade. Tudo isso precisa de uma atenção especial do MEC”. Por parte da UFPE, Anísio conversou sobre a prioridade no campus da universidade em Goiana. “Temos tudo pronto, mas dependendo da liberação do Ministério do Planejamento das vagas, são 42 de concurso docente”.

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