Mobilização

Novo tuitaço gera mobilização contra corte de R$ 600 milhões na ciência brasileira

As organizações tentam pressionar o Congresso e o governo federal a repor o orçamento do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação)

Estudantes em frente ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, em protesto contra o corte na área de pesquisa nesta terça-feira (26). Manifestações contra o corte de 600 milhões foram realizadas ao redor do BrasilEstudantes em frente ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, em protesto contra o corte na área de pesquisa nesta terça-feira (26). Manifestações contra o corte de 600 milhões foram realizadas ao redor do Brasil - Foto: reprodução / Twitter

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Novos atos contra os cortes orçamentários na ciência brasileira acontecem nesta terça-feira (26). Um tuitaço foi realizado pela manhã com a hashtag #SOSCiência e alcançou os assuntos mais comentados no Twitter.


No último dia 15, houve uma mobilização semelhante que também atingiu os trending topics da rede social.
Organizada por entidades ligadas à ciência, como ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduandos) e SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), a mobilização também envolve outros eventos online e presenciais que se realizarão em todo o país.

Em São Paulo, houve uma concentração no final da tarde em frente ao Masp.


As organizações tentam pressionar o Congresso e o governo federal a repor o orçamento do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), que sofreu redução de R$ 600 milhões. Elas também buscam a liberação dos R$ 2,7 bilhões do FNDCT (Fundo Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico) que está reservado para este ano.

A pedido do ministro Paulo Guedes, a tesourada no MCTI foi aprovada pelo Congresso Nacional no dia 7. Um ofício enviado pelo ministro da Economia afirmou que o governo decidiu dividir os R$ 600 milhões com outras pastas.

O ministro da Ciência, Marcos Pontes, afirmou no último dia 8 que foi "pego de surpresa" e diz ter ficado "muito chateado" com a aprovação do corte. Ele também disse dois dias depois que os cortes são "equivocados e ilógicos".

Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, essas falas geraram um mal-estar no governo e Pontes foi cobrado por outros ministros e pelo presidente Jair Bolsonaro a "jogar junto" e parar de fazer críticas ao corte do MCTI.

Desde esta segunda (25), a SBPC e a ANPG já convocavam as manifestações nas redes sociais.

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