Número de atendimentos a mulheres vítimas de violência sobe no Wilma Lessa

No entanto, quantidade de vítimas atendidas no serviço de saúde diminuiu em 2016. No ano passado, foram 371 mulheres. Em 2015, 398

Número de violência contra a mulherNúmero de violência contra a mulher - Foto: Felipe Ribeiro/Folha de Pernambuco

O número de atendimentos a mulheres vítimas de violência atendidas no Serviço de Apoio à Mulher Wilma Lessa, que funciona no Hospital Agamenon Magalhães, na Zona Norte do Recife, aumentou quase 30% entre os anos 2015 e 2016. No ano passado, foram 1.451 atendimentos. Já em 2015 foram 1.040 atendimentos.

No entanto, a quantidade de mulheres atendidas no Wilma Lessa diminuiu. No ano passado, o serviço de apoio atendeu 371 mulheres vítimas de violência. Desse total, 90% foram casos sexuais, sendo 62 situações que envolveram tanto agressões físicas quanto sexuais. Já em 2015, o número era maior: 398 mulheres.

Os dados foram divulgados, pela Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES), na última terça-feira (24). Em relação ao aumento no números de atendimentos, a SES informou que, na unidade de saúde, é realizado o acompanhamento das vítimas, como atendimentos psicológico. Algumas dessas mulheres precisam de mais atendimentos até receber alta.

No ano passado, em relação à faixa etária, 110 mulheres que passaram pela primeira vez na unidade de saúde tinham entre 12 e 18 anos. A maior parte das vítimas, entretanto, compreendia o grupo entre 19 a 59 anos: 256 pessoas. Houve ainda cinco que eram idosas, ou seja, com idade acima de 60 anos. 

Em 2016, ainda houve outros 1.080 atendimentos para acompanhamento clínico, social e psicológico - esse grupo faz parte das vítimas que já haviam sofrido a violência e passaram a ser atendidas na unidade. A SES ainda revelou que 119 mulheres chegaram ao local após 72 horas do crime; isso, segundo o poder público, impossibilitaria alguns procedimentos, especialmente em casos de violência sexual.

Do total de novos casos atendidos em 2016, 113 mulheres foram espontaneamente ao serviço, 131 foram encaminhadas por alguma delegacia ou pelo Instituto de Medicina Legal (IML) e outras 122, transferidas por outros serviços de saúde. Cinco mulheres ainda acessaram o Wilma Lessa por meio de encaminhamentos de outros serviços, como conselhos tutelares, assistência social.

O espaço Wilma Lessa funciona 24 horas por dia, durante todos os dias da semana, para acolher as mulheres vítimas de violência e oferecer o suporte de saúde. O serviço atende o público feminino a partir dos 12 anos de idade, com sigilo garantido para cada tipo de caso.

Aborto previsto em lei

Em 2016, 31 mulheres chegaram ao local com demanda para interrupção gestacional relatando violência sexual. Dessas, 23 optaram por realizar o procedimento.

Mais unidades

Além do Wilma Lessa, que pode atender mulheres de todo o Estado, há outras unidades de saúde municipais e estaduais para atender as mulheres vítimas de violência. Veja a lista abaixo:

Recife: Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam); Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip); Hospital da Mulher do Recife; Maternidade Arnaldo Marques; Policlínica Agamenon Magalhães; Maternidade Bandeira Filho; Unidade Mista Prof Barros Lima.

São Lourenço da Mata: Hospital e Maternidade Petronila Campos - São Lourenço da Mata.

Caruaru: Hospital Jesus Nazareno

Salgueiro: Hospital Regional Inácio de Sá

Petrolina: Hospital Dom Malan

Serra Talhada: Hospital Professor Agamenon Magalhães

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