Número de mortos por chuvas no Japão sobe para 100

Desaparecidos continuam sendo procurados pelas autoridades locais

Destruição provocada pelas fortes chuvas no JapãoDestruição provocada pelas fortes chuvas no Japão - Foto: Martin Bureau/AFP

Autoridades locais elevaram para pelo menos 100 o número de mortos em  consequência das fortes chuvas na região oeste do Japão, que prosseguem com a busca por desaparecidos em bairros completamente cobertos de lama e entre os escombros de imóveis. Das 100 vítimas, 87 foram declaradas mortas e 13 em estado de parada cardíaca e respiratória, informou o porta-voz do governo Yoshihide Suga.

As autoridades temem o aumento do balanço de mortos com o avanço dos trabalhos de busca por desaparecidos. Com a gravidade da situação, o primeiro-ministro Shinzo Abe cancelou uma viagem que o levaria a Bélgica, França, Arábia Saudita e Egito, informou a imprensa. Na cidade de Kumano, a lama destruiu várias casas, que viraram pilhas de madeira.

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O sol começa a secar as áreas inundadas. As equipes de emergência procuravam os vestígios de muitos desaparecidos. "Estamos retirando os escombros onde podemos. Também retiramos casas destruídas. Se não fizermos isto é impossível chegar até os possíveis sobreviventes presos nos escombros", afirmou uma fonte militar.

Ao retornar para suas casas destruídas com a redução da chuva, os moradores começaram a perceber a amplitude da tragédia. Bairros inteiros estão inundados, veículos foram parar em crateras abertas em estradas devastadas, pontes foram destruídas e a lama domina o cenário. Na cidade de Kurashiki, na província de Okayama, "parece que não há mais ninguém pedindo ajuda nos telhados das casas", afirmou um socorrista à AFP.

"Os socorristas se deslocavam ontem (domingo) em barcos pela amplitude das inundações, mas a água está escoando progressivamente e, se o nível registrar uma redução suficiente, poderão chegar a zonas muito afetadas por estrada ou a pé", disse à AFP a porta-voz da agência de gestão de catástrofes do município de Okayama. "Hoje não chove, mas temos que permanecer alertas com a lama", insistiu.

Esta é uma das piores catástrofes do tipo nos últimos anos no Japão, com um número de vítimas que supera o registrado nos deslizamentos de terra de 2014 em Hiroshima, com 74 mortos. As passagens de dois tufões em agosto e setembro de 2011 deixaram mais de 100 mortos. No domingo, o governo retirou o estado de alerta máximo.

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