O Congresso pode ser ruim, mas é o que temos

A Câmara Federal pode até ter seus defeitos, mas seus 513 componentes foram eleitos pelo voto popular

Câmara dos Vereadores do RecifeCâmara dos Vereadores do Recife - Foto: Reprodução

Recentemente, ao opinar sobre a queda de Geddel Vieira Lima do ministério de Michel Temer, o ex-presidente FHC reconheceu a fragilidade do atual governo, carente de apoio popular, mas fez uma observação: “O importante é atravessar o rio. Essa ponte pode ser uma pinguela, mas é o que temos”. Na visão dele, o mais lúcido e esclarecido político brasileiro na atualidade, o governo Michel Temer pode ser fraco, em razão das circunstâncias em que foi constituído, “mas é o que temos”. Por isso, beira a raia da irresponsabilidade movimentos encabeçados pelo PT e o PSOL em defesa do impeachment do atual presidente por suposto crime de responsabilidade. O país aguenta trocar de presidente a cada seis meses? Isso vale também para procuradores da República que tentaram impor ao Congresso um pacote de medidas anticorrupção que saiu da cabeça deles. A Câmara que o emendou não presta? Pode até ser. Mas é o que temos.

A Câmara Federal pode até ter seus defeitos, mas seus 513 componentes foram eleitos pelo voto popular

Governadores derrotam Meirelles
Governadores do Nordeste, capitaneados por Paulo Câmara, impuseram uma derrota a Henrique Meirelles. O mandachuva da Fazenda concordava em compartilhar com os estados os recursos das multas da repatriação, mas exigia contrapartidas: dois anos sem dar reajuste de salário a seus servidores, dois anos sem concurso público, etc. Temer entrou no circuito e desfez as exigências do ministro.

Quem leu? > No debate sobre a lei de abuso de autoridade promovido anteontem pelo Senado, o ministro Gilmar Mendes (STF) calou a boca do juiz Sérgio Moro com essa pergunta: “Você acha, Sérgio, que aqueles 2 milhões de pessoas que subscreveram as 10 medidas de combate à corrupção leram o texto?”
Desculpas > Teve grande repercussão no país o pedido de desculpas feito pela Odebrecht, por meio dos principais jornais do país, por ter-se envolvido no escândalo da Petrobras e outras estatais.

Prisão > Dárcy Vera (PSD), a prefeita de Ribeirão Preto (SP) que foi presa ontem pela PF acusada de corrupção, peculato e falsidade ideológica, já pertenceu ao PFL e era amiga de Marco Maciel.
Tensão > Aumento o clima de tensão nos batalhões da PM pelo fato de os militares estarem exigindo do Governo do Estado os mesmos benefícios que foram concedidos recentemente à Polícia Civil.

Frieza > Diferentemente do irmão, Renildo (PCdoB), atual prefeito de Olinda, que é risonho e brincalhão, o senador Renan Calheiros é hoje, talvez, o mais “frio” dos políticos brasileiros. Além de não rir, ele recebeu com uma frieza impressionante a notícia de que virou réu no STF por peculato.
Mudança > Até que Paulo Câmara conclua as mudanças no seu secretariado, as especulações só tendem a aumentar. A última dá conta de que ele deslocaria o secretário Antonio Figueira (Casa Civil) para o lugar de Thiago Norões (Desenvolvimento Econômico) e chamaria um político para substituí-lo.
Pesquisa > Jarbas Vasconcelos (PMDB) não se impressiona pelo fato de “formadores de opinião” estarem contra a hipótese de juízes e promotores também responderem por crime de responsabilidade como qualquer outro cidadão. Ele disse que se for feita hoje uma pesquisa sobre a imagem do Congresso, 90% dos entrevistados dirão que são favoráveis ao seu fechamento e nem por isso se deve apoiar esse medida exdrúxula e antidemocrática.

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