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O objetivo do Instituto seria “vitimizar” Lula

O juiz Sérgio Moro é encarado como “salvador da pátria” nesse contexto de crise em que o país se acha

Inaldo SampaioInaldo Sampaio - Foto: Colunista

Por meio dos seus advogados, o Instituto Lula não deixa sem resposta nenhum tipo de acusação ao ex-presidente, mesmo que haja suspeita da participação dele nos negócios pouco éticos da Odebrecht. Se o propósito dos procuradores da Lava Jato é incriminar de todo jeito o líder petista, ainda que não haja provas robustas contra ele, mas apenas “indícios”, o do Instituto Lula é tentar desqualificar as acusações, questionar a imparcialidade do Ministério Público Federal e “demonizar” o juiz Sérgio Moro, que deverá julgá-lo neste processo. Até agora, no entanto, o petista está em desvantagem em relação aos procuradores e ao próprio magistrado. Ainda que não estejam se comportando com a discrição que o cargo requer, os procuradores desfrutam de grande credibilidade perante a opinião pública e o juiz Sérgio Moro é encarado como uma espécie de “salvador da pátria” nesse contexto de crise ética e moral em que o país se acha.

O modelo de Marconi Perillo
O prefeito eleito de Jaboatão, Anderson Ferreira (PR), decidiu manter a mesma estrutura administrativa que herdará do prefeito Elias Gomes (PSDB), com alguns reparos. Vai recriar as Secretarias de Saúde e Educação, que o atual prefeito fundiu com outras pastas. E reduzir de 33 para 24 o número pastas executivas. Esse modelo foi copiado do governador Marconi Perillo (GO), que é tucano.

Posse > Houve queima de fogos, ontem, em Belo Jardim, após o ministro Gilmar Mendes (TSE) atribuir efeito suspensivo a um recurso interposto pelo prefeito reeleito, João Mendonça (PSB), contra decisão do TRE-PE que indeferiu o registro de sua candidatura. Com isso, o prefeito poderá tomar posse dia 1º.

Trio > A partir de fevereiro, a Assembleia Legislativa será reforçada por um trio de mulheres de garra e vocacionadas para a política: Terezinha Nunes (PSDB), Laura Gomes (PSB) e Roberta Arraes (PSB).

Redução > Ao reduzir de 24 para 15 o número de secretarias no Recife, o prefeito Geraldo Júlio (PSB) quis deixá-la do mesmo tamanho das Prefeituras de Salvador e Curitiba, mas está muito longe disto.

Presidenta > A deputada Luciana Santos (PCdoB) assina o cartão de boas festas que está enviando aos seus eleitores como “presidentA” (à moda Dilma) nacional do Partido Comunista do Brasil.

Exceção > Dos prefeitos eleitos pelo PMDB que tiveram apoio do PTB, dois já se reuniram com o senador Armando Monteiro: Clebel Cordeiro (Salgueiro) e Altair Júnior (Palmares). Osvaldo Rabelo Filho (PMDB), de Goiana, também teve apoio do senador, mas se mantém distante dos petebistas.

Escola > Miguel Coelho (PSB), prefeito eleito de Petrolina, que tem apenas 26 anos, reconhece que a passagem pela Assembleia Legislativa nos últimos dois anos fez com que amadurecesse, politicamente. Aliás, o Poder Legislativo é uma grande escola para os interessados em fazer carreira política.

Altos e baixos > Raquel Lyra (PSDB), prefeita eleita de Caruaru, já teve sua 1ª reunião de trabalho com os 23 futuros vereadores, com os quais pretende manter uma relação republicana. A Câmara Municipal foi do céu ao inferno em pouco tempo. Na gestão do presidente Rogério Menezes (PT) foi destaque nacional por ter devolvido R$ 1 milhão ao Poder Executivo e na do presidente Leonardo Chaves (PDT) por ter sido alvo da “Operação Ponto Final”.

 

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