O pau ainda canta no lombo de Dallagnol

O processo contra Lula guarda ritos e não pode ser objeto de espetáculo, diz o presidente da OAB nacional

John Wick – Um Novo Dia Para Matar John Wick – Um Novo Dia Para Matar  - Foto: Divulgação

Lula deixou passar uma boa oportunidade para rebater a acusação do procurador Dalton Dallagnol de que seria o “comandante máximo” do esquema de corrupção da Petrobras. Reuniu a imprensa para defender-se mas, em vez de rebater o que diz ser falso, limitou-se a dizer frases de efeito, auto-elogiar-se e fazer propaganda do seu governo. Para sua sorte, a repercussão da fala do procurador foi tão negativa que o fiasco da resposta petista acabou ficando em segundo plano. Exemplos? “O processo é formal e guarda ritos. Não pode ser objeto de espetáculo” (Cláudio Lamachia, presidente da OAB). “A ninguém escapa que Lula era o chefe político. Daí a ser o chefe criminoso, há uma distância que precisa ser superada com provas” (editorial da Folha de São Paulo). “O papel do Ministério Público é dizer que a pessoa está indiciada e não carregar na adjetivação, nem contra Lula nem contra ninguém” (deputado Jarbas Vasconcelos).

As prioridades de Elias Gomes

Elias Gomes, prefeito de Jaboatão dos Guararapes, nega ter “entregue os pontos” na eleição do Cabo onde seu filho, Betinho (PSDB), disputa a prefeitura com Lula Cabral (PSB). “Não se entrega os pontos numa disputa que está empatada dentro da margem de erro das pesquisas”, disse o prefeito, lembrando que suas prioridades nessas eleições são Betinho (Cabo), Heraldo Selva (Jaboatão) e Vavá Rufino (Moreno).

Reforço > É visível o crescimento da campanha de Anderson Ferreira (PR) à prefeitura de Jaboatão depois que o vice da chapa foi trocado. Saiu um indicado por Mendonça Filho (DEM), substituído pelo vereador Ricardo Valois (PR). Este último, que já presidiu o Náutico, entrou na campanha de corpo e alma.

Herança > O deputado Diogo Moraes (PSB) já herdou as bases do colega Ângelo Ferreira (PSB) em Sertânia, Ingazeira (prefeito Luciano Torres) e Iguaracy, além de apoios esparsos no vale do Ipojuca.

Batuta > O prefeito de Canhotinho, Felipe Porto, que se elegeu pelo DEM em 2012, concorre à reeleição pelo PSD que deve eleger em Pernambuco mais de 20 prefeitos sob a batuta de André de Paula.

Defecção > Impressiona o divórcio que há hoje no Recife entre a classe média e o PT, o que é uma má notícia para o candidato João Paulo, que teve apoio maciço dessa camada do eleitorado em 2000/2004.

Périplo > O vice-governador Raul Henry passa o final de semana no sertão com o deputado Kaio Maniçoba (PMDB) participando de campanhas políticas em 7 cidades: Petrolina, Afrânio, Santa Cruz, Itacuruba, Floresta, Ipubi e Belmonte. Até domingo, a dupla terá rodado 1.400 km pelas rodovias sertanejas.

Morte > Morreu anteontem no Recife, e foi sepultado em Macaparana, o vereador e presidente da Câmara Luiz Carlos de Oliveira. Pertencia ao PTC e tinha 62 anos de idade. Ele foi aliado histórico do ex-deputado Maviael Cavalcanti (DEM), mas em 2014 aderiu de “mala e cuia” ao grupo de Antonio Moraes (PSDB).

Debate > Em nenhuma cidade do interior a disputa pela prefeitura é tão empolgante como em Santa Cruz do Capibaribe. Anteontem, para um debate promovido pela Rádio Pólo entre Édson Vieira (PSDB) e Fernando Aragão (PTB), com direito a “telão” em praça pública, cerca de 8 mil pessoas acorreram ao local. Apesar de alguns assessores dos dois lados, que queriam de todo jeito “mostrar serviço”, o debate foi bom e agradou às duas torcidas.

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