O PT sempre trabalhou para inviabilizar Marília

As direções regional e nacional do PT querem mesmo é a volta do partido à Frente Popular

Inaldo SampaioInaldo Sampaio - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Atribui-se ao deputado Sílvio Costa, craque na criação de “factóides”, a ideia de fazer uma coletiva de imprensa num hotel de Boa Viagem, na manhã de ontem, para anunciar a candidatura dele ao Senado na chapa em que Marília Arraes figuraria como candidata ao governo estadual. O deputado e a vereadora lançaram-se candidatos há cerca de seis meses, mas até então permaneciam no isolamento. Ele isolado no Avante e ela no Partido dos Trabalhadores. Esse, aliás, era um dos motivos alegados pela direção nacional do PT para não avalizar a candidatura dela. Daí a ideia de Sílvio Costa de convocar essa coletiva para que ambos anunciassem a celebração da aliança, que dificilmente prosperará porque as direções regional e nacional do PT não têm interesse na candidatura da vereadora. Querem é uma aliança com o PSB por pragmatismo eleitoral. O PT apoiaria a reeleição do governador Paulo Câmara e em troca indicaria o senador Humberto Costa para concorrer à reeleição na chapa da Frente Popular. O evento de ontem acabou não sendo bom para Marília porque logo após o anúncio da aliança o PT regional divulgou uma nota desautorizando a candidatura dela e também a aliança com o Avante. Em todo caso, quanto mais o PT bota terra na candidatura da vereadora, mais ela se fortalece junto às bases do partido.

Leia também:
Marília Arraes e Sílvio Costa lançam chapa para as eleições 2018
Com Marília Arraes, eleição terá a cara da de 2006
Marília Arraes é a maior ameaça ao PSB
Petistas do sertão fazem ato a favor de Marília Arraes


Libelo petebista
Coube a Álvaro Porto (PTB), ontem, na Alepe, desferir o mais duro ataque de que se tem notícia até agora contra a eventual aliança de Jarbas (MDB) com Humberto Costa (PT) visando à candidatura de ambos ao Senado em aliança com o PSB. Em 2010, como prefeito de Canhotinho, Álvaro deu a vitória a Jarbas em sua cidade quando o deputado disputou o governo contra Eduardo Campos. Foi o único município em que o emedebista venceu.

A dança > Paulo Câmara estará hoje em Rio da Barra, distrito de Sertânia, para, ao lado do prefeito Ângelo Ferreira (PSB), anunciar a construção de um sistema simplificado de abastecimento d’água. Foi nesse distrito que Marco Maciel, como candidato a deputado em 1966, dançou pela 1ª vez.

Caso único > Por falar em Marco Maciel, diferente do que se disse ontem nesta coluna, ele foi o único senador da história de Pernambuco que conseguiu a reeleição. Elegeu-se em 1982 na chapa de Roberto Magalhães e reelegeu-se em 1990 na chapa de Joaquim Francisco.

Isolamento > Dava pena ontem, na sessão do Senado, o isolamento em que se encontrava o senador José Agripino (DM-RN). Depois que ele se tornou réu no STF, por corrupção, virou uma espécie de leproso. Para quem se apresentava como “paladino da ética”, é uma tortura.

Na reserva > Antes de assumir a Secretaria do Turismo, Márcio Steffani passou pelas pastas da Fazenda e do Planejamento. É um bom aprendizado para quem tem projeto eleitoral, que não seria propriamente o caso dele, servidor do BNDES. Mas, se tiver, está no caminho certo.

Veja também

Brasil chega a 15,19 milhões de casos e 422,3 mil mortes por Covid-19
Coronavírus

Brasil chega a 15,19 milhões de casos e 422,3 mil mortes por Covid-19

Saúde distribui 1,12 milhão de vacinas da Pfizer a partir desta segunda-feira
Vacinação

Saúde distribui 1,12 milhão de vacinas da Pfizer a partir desta segunda-feira