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"O risco de infecção ainda é alto", diz pai de menino mordido por tubarão em Piedade

Adolescente de 11 anos foi transferido para hospital particular

Pai do adolescente, Lucas Nemezio ingressou na PRF há quatro mesesPai do adolescente, Lucas Nemezio ingressou na PRF há quatro meses - Foto: Instagram/Reprodução

Em vídeo publicado nas redes sociais, o pai do menino de 11 anos que foi mordido por um tubarão-cabeça-chata na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife, fez esclarecimentos quanto ao caso do filho.

João Lucas Castor Nemezio Sales está internado e isolado em um hospital da Rede Unimed, na Ilha do Leite, área central do Recife, porque, segundo o pai dele, há alto risco de infecções. O adolescente teve a perna amputada ao ser mordido pelo animal no último domingo (31).

Veja o vídeo

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma publicação partilhada por Roberta Cazzoli (@robertacazzoli)

Lucas Nemezio diz que ingressou na Polícia Rodoviária Federal (PRF) há quatro meses e estava se instalando em Manaus quando soube da notícia.

Ele está separado da mãe do adolescente e diz que a internação do menino em um hospital particular só foi possível por conta do plano de saúde da empresa onde ela trabalha.

“Como ela havia sido contratada há pouco tempo, tivemos inicialmente um problema quanto à carência do plano, mas a Unimed, de pronto, atendeu à nossa solicitação e eu também agradeço muito por isso. Hoje, ele se encontra em isolamento estrito e essa é uma medida médica vital, pois o risco de infecção ainda é alto. A imunidade dele está muito baixa. Por mais cheia de carinho que seja, cada visita representa um risco que ele não pode correr agora”, relatou.

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Ainda na gravação, Nemezio afirmou que o filho mora com a mãe e um irmão em uma casa pequena, mas agora precisará de ajuda financeira para adaptar o local à nova rotina que passará a ter. O agente da PRF está tentando viabilizar a transferência de volta para Pernambuco.

“Estou vendendo minhas poucas mobílias lá para tentar me firmar aqui e dar o suporte diário que meu filho precisa. A recuperação de João Lucas será longa. Embora o plano de saúde cubra a parte hospitalar, os custos invisíveis de uma amputação são gigantescos", apontou.

"Estamos falando de adaptações estruturais, tratamentos que o plano não cobre, remédios caríssimos, insumos de ponta, curativos especiais e transporte adequado para consultas e fisioterapia. Além disso, a saúde psicológica do João Lucas foi muito abalada e exige cuidado especializado que também gera custos altos”, complementou.

Como ajudar?
Os familiares do menino criaram uma cota na plataforma ‘Vakinha’, para arrecadar fundos para pôr em prática as readaptações necessárias para ele. A meta da cota é conseguir R$ 150 mil. Até a publicação desta reportagem, foram doados R$ 94.514,09.

Também é possível doar qualquer valor para a Chave Pix: [email protected]

Internamento
O incidente que resultou na amputação da perna esquerda do adolescente aconteceu no dia 31 de maio, quando ele estava na praia de Piedade, em Jaboatão.

O tubarão que o mordeu é da espécie cabeça-chata. João Lucas ficou internado no Hospital da Restauração, no Derby, centro do Recife, por quatro dias e foi transferido para a unidade particular na quinta-feira (4).

Outro caso
A dez quilômetros de distância, em Boa Viagem, no dia seguinte, na segunda-feira (1º), Marcela Vitória de Lima Santos, de 19 anos, foi mordida por um tubarão da espécie tigre. A perna direita dela foi amputada pelo próprio animal.

Com os incidentes citados, Pernambuco chega a 84 ocorrências desse tipo, desde 1992. Do total, 70 ocorreram no Grande Recife e 14, em Fernando de Noronha.

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