Objetos pessoais de Morato são entregues à Polícia Federal

PF vai acompanhar investigações para saber a real causa da morte de Paulo César

Rodrigo Marques é um dos convidadosRodrigo Marques é um dos convidados - Foto: Divulgação

Todos os objetos encontrados com Paulo César Morato no dia 22 de junho no quarto do motel Tititi, em Olinda, onde o corpo dele foi encontrado, foram entregues pela Polícia Civil à Polícia Federal na última segunda-feira (27).

A PF vai acompanhar as investigações para saber a real causa da morte de Morato e se há alguma ligação com os fatos que estão sendo apurados dentro da Operação Turbulência, em que Morato está envolvido por ser considerado um dos “testas de ferro” da organização criminosa investigada pela operação. Só após comprovação ou não desse vínculo, a PF pode ficar a frente do caso. Não há prazo para a conclusão dessas análises.

De acordo com o porta-voz da PF em Pernambuco, Giovanni Santoro, os objetos foram entregues para que sejam analisados em relação às investigações da operação, e não a respeito da morte de Morato, que ainda está a cargo da Civil.

Sobre o pedido de federalização das investigações feito pelo deputado estadual Edilson Silva (PSOL), Giovanni afirma que a decisão é feita em Brasília, através de decisão da Procuradoria Geral da República. “Se for comprovada morte natural, não há como se pedir federalização. Se a PCPE comprovar que foi queima de arquivo, aí sim o caso pode passar para a PF”, esclareceu.

Os materiais são produtos de higiene pessoal, chaves de imóveis, cadernos com anotações, óculos, documentos pessoais, relógios, envelopes de depósitos bancários, além de oito pen drives e três aparelhos celulares. “Com essa análise, fatos novos podem ser trazidos para dentro da investigação o que pode deflagrar uma nova fase da Operação Turbulência, caso mais pessoas estejam envolvidas”, explicou Santoro. O veículo de Morato, um Jeep Rebegade, ainda não foi entregue à PF.

Os cheques e comprovantes de depósitos bancários encontrados com Morato serão estudados pelos investigadores federais. Caso se comprove movimentação bancária irregular, as pessoas beneficiadas com as transações também podem ser investigadas.

O automóvel encontrado com Morato ainda está nas mãos da Civil, que precisa realizar perícias para comprovar ou não se Morato estava realmente sozinho no motel onde foi encontrado morto. A partir daí, o veículo passa para o órgão federal. É provável que o carro seja leiloado e que o dinheiro arrecadado seja revertido aos cofres públicos, mas, para isso, é preciso comprovar que a aquisição dele está envolvida na Operação Turbulência, já que o automóvel não estava no nome de Morato. Se for comprovada a legalidade dele, o carro volta para as mão do proprietário.

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