Ocupações do IFPE e UPE continuam nesta sexta-feira

Alunos das duas instituições ocuparam parcialmente as unidades de ensino na quinta-feira

AlepeAlepe - Foto: Arquivo/Folha de Pernambuco

A ocupação dos estudantes de parte do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) e da Universidade de Pernambuco (UPE) continuam nesta sexta-feira (21) no Recife. O movimento começou nessa quinta-feira (20) e age contra medidas do Governo Federal, como a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241 e a reforma do ensino médio.

No caso do IFPE, os alunos - também pedem um restaurante universitário no campus Recife - levantaram barracas de acampamento na área do espaço de convivência. O movimento pacífico ainda envolve conversas e discursos dentro da área da unidade de ensino, localizada no bairro da Várzea, Zona Oeste da Capital.

Na UPE, os estudantes ocupam parte da reitoria, na avenida Agamenon Magalhães. A Universidade ainda aguarda um documento do movimento para, então, se manifestar sobre o assunto.

Entenda

Aprovada em primeiro turno pela Câmara dos Deputados no dia 10 de outubro, a PEC 241 proposta limita o crescimento dos gastos públicos à inflação do ano anterior pelos próximos 20 anos. Na terça-feira (18) a comissão especial destinada a analisar a PEC aprovou seu texto final. O governo espera que a votação em segundo turno ocorra na semana que vem. Se aprovada, a PEC segue para o Senado.

Já a reforma do ensino médio foi instituída por meio de Medida Provisória (MP). O texto, que institui a Política de Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral, será analisado primeiro por uma comissão mista e de lá enviado aos Plenários da Câmara e do Senado.

O novo modelo para o ensino médio, apresentado em setembro pelo governo Michel Temer (PMDB), flexibiliza o currículo da etapa, acaba com a obrigatoriedade de disciplinas de artes e educação física e traz um incentivo à expansão do ensino em tempo integral.

As mudanças terão implementação gradual nas redes de ensino dos Estados, a quem caberá definir a transição para o novo modelo. A expectativa do governo, no entanto, é ter turmas já com a nova proposta a partir de 2018. O novo modelo irá prever flexibilização do percurso do estudante. Hoje, todos os alunos do ensino médio devem cursar 13 disciplinas em três anos. Com a mudança prevista na MP, somente parte da grade -equivalente a cerca de 1 dos 3 anos da etapa- será comum a todos. Para o restante, haverá a opção de aprofundamento em cinco áreas: linguagens, matemática, ciências humanas, ciências da natureza e ensino técnico.

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