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OMS alerta sobre 'tendências preocupantes' relacionadas à covid antes do inverno boreal

Devido a aproximação do inverno no hemisfério norte, a entidade pede uma maior vacinação e vigilância contra o vírus

Vacinação contra a covid-19Vacinação contra a covid-19 - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A Organização Mundial de Saúde (OMS) expressou sua preocupação, nesta quarta-feira (6), com as "tendências preocupantes" em relação à covid-19, à medida que se aproxima o inverno no hemisfério norte e pediu uma maior vacinação e vigilância contra o vírus.

Apesar de os dados serem limitados, porque muitos países deixaram de notificá-los, "seguimos observando tendências preocupantes em relação à covid-19, à medida que se aproxima a temporada de inverno no hemisfério norte", disse o líder da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em entrevista coletiva virtual.

"As mortes estão aumentando em algumas partes do Oriente Médio e Ásia. As admissões em unidades de cuidados intensivos crescem na Europa e as hospitalizações aumentam em várias regiões", detalhou.

No entanto, somente 43 países, ou seja, menos de 25% dos 194 Estados-membros da OMS, comunicaram mortes à agência, e apenas 20 forneceram informações sobre hospitalizações, acrescentou.

"Estimamos que, atualmente, há centenas de milhares de pessoas hospitalizadas por covid", destacou María Van Kerkhove, agente técnica do Órgão de Saúde das Nações Unidas para a covid-19.

"Isso é preocupante, porque vamos ter meses mais frios em alguns países. As pessoas passarão mais tempo juntas no interior (de seus lares), e os vírus que são transmitidos pelo ar como a covid se beneficiarão", destacou.

Dado que a gripe e o VRS (o vírus da bronquiolite) também circulam, Van Kerkhove ressaltou a importância dos testes de contaminação e vacinação.

Apesar de não existir apenas uma variante no mundo atualmente, a subvariante da ômicron EG.5 está aumentando, disse Tedros.

A principal preocupação da OMS é o número insuficiente de pessoas em situação de risco vacinadas e o secretário-geral da organização pediu aos mais vulneráveis que não esperem para receber uma dose de reforço.

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