Gaza

OMS diz que Exército israelense pediu para esvaziar estoque no sul de Gaza em 24h

O número crescente de mortos e a crise humanitária que castiga o pequeno território palestino geraram uma onda de indignação no mundo

Diretor da OMS, Tedros AdhanomDiretor da OMS, Tedros Adhanom - Foto: Christopher Black/World Health Organization/AFP

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, criticou, nesta segunda-feira (4), uma ordem do Exército israelense para esvaziar, no prazo de 24 horas, um armazenamento de material médico no sul da Faixa de Gaza.

“Hoje, a OMS recebeu uma notificação das Forças de Defesa de Israel para que retiremos as provisões do nosso armazém médico no sul da Faixa de Gaza em um prazo de 24 horas, pois as operações terrestres o tornarão inutilizáveis”, escreveu Tedros Adhanom na plataforma X (antigo Twitter).

“Pedimos a #Israel que retire esta ordem e tome todas as medidas possíveis para proteger os civis e as infraestruturas civis, incluindo os hospitais e as instalações humanitárias”, acrescentou.

Por outro lado, Ahmed Al-Mandhari, diretor do escritório regional da OMS para o Mediterrâneo Oriental, disse, em coletiva de imprensa no Cairo, que a agência da ONU estava muito "preocupada com a retomada das hostilidades, inclusive os bombardeios intensivos em Gaza" .

O número crescente de mortos e a crise humanitária que castiga o pequeno território palestino geraram uma onda de indignação no mundo.

Segundo a OMS, o número de hospitais operacionais caiu de 36 para 18 em menos de 60 dias.

Apenas três deles prestam os primeiros socorros, enquanto os demais só oferecem serviços parciais. No sul de Gaza, ainda há 12 hospitais em funcionamento, segundo a OMS.

O Ministério da Saúde de Gaza, governado pelo Hamas desde 2007, afirmou, nesta segunda, que desde 7 de outubro, 15.899 pessoas morreram nos bombardeios israelenses em território palestino.

Israel bombardeou o território em resposta ao ataque lançado por milicianos islâmicos em solo israelense, no qual mataram cerca de 1.200 pessoas, a maioria civis, e sequestraram 240, segundo as autoridades.

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