OMS em alerta após novos casos de ebola no Congo

Risco de propagação do vírus do ebola na República Democrática do Congo (RDC) é elevado, diante disso a OMS disse que se prepara paro "o pior cenário possível"

Unidade de quarentena para o EbolaUnidade de quarentena para o Ebola - Foto: John Wessels / AFP

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta sexta-feira que o risco de propagação do vírus do ebola na República Democrática do Congo (RDC) é elevado e que se prepara paro "o pior cenário possível".

"Estamos muito preocupados e nos preparamos para todos os cenários, incluindo o pior cenário possível", declarou o diretor do programa de resposta de emergências da OMS, Peter Salama, em uma entrevista coletiva em Genebra.

A OMS registrou 32 casos ebola, incluindo 18 mortes, no país entre 4 de abril e 9 de maio, na região de Bikoro, ao nordeste de Kinshasa, na fronteira com Congo-Brazzaville.

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Três dos 32 casos (dois confirmados, 18 prováveis e 12 suspeitos) afetam funcionários da área de saúde, de acordo com Salama, situação que preocupa especialmente a OMS porque eles podem se tornar um fator "amplificador" da epidemia.

Salama também anunciou o início, no fim de semana, de uma ponte aérea com helicópteros para transportar material sanitário a esta região, que tem poucas infraestruturas. A OMS também espera a autorização do governo da RDC para começar a distribuir uma vacina experimental contra o ebola.

Embora a doença pareça no momento limitada geograficamente, existe "um risco elevado a nível nacional", afirma um boletim da organização, que enviou vários epidemiologistas à região. A nível regional, oito países vizinhos da RDC permanecem em estado de alerta, segundo a OMS.

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