MUNDO

Ondas de calor podem reduzir PIB mundial em 0,6%, estima seguradora

Mês foi marcado por ondas de calor e incêndios em todo o planeta

Calor extremo foi previsto em todo o mundo, com incêndios florestais e alertas de saúde em partes da Ásia, Europa e América do Norte. Bombeiros combatem incêndios em partes da Grécia e das Ilhas CanáriasCalor extremo foi previsto em todo o mundo, com incêndios florestais e alertas de saúde em partes da Ásia, Europa e América do Norte. Bombeiros combatem incêndios em partes da Grécia e das Ilhas Canárias - Foto: Louisa Gouliamaki/AFP

As recentes ondas de calor registradas no mundo podem reduzir em 0,6% o Produto Interno Bruto (PIB) mundial em 2023, alerta uma estimativa seguradora Allianz Trade, que indica que a China pode perder até 1,3 ponto de crescimento.

O observatório europeu Copernicus confirmou na terça-feira que julho de 2023 foi o mês mais quente já registrado na Terra, 0,33 grau Celsius acima do recorde anterior, de julho de 2019.

O mês foi marcado por ondas de calor e incêndios em todo o planeta.

"Nos últimos meses, Estados Unidos, Europa, China e outros países da Ásia enfrentaram aumentos recorde de temperatura (...) A mudança climática aumentará a frequência e a intensidade de episódios de calor extremo, o que criará um 'novo normal' de ondas de calor, seca e incêndios", advertiu a Allianz Trade.

"Eventos como estes não têm impacto apenas nas pessoas e na vida selvagem, mas também nas economias", destaca um estudo publicado esta semana.

A seguradora de crédito acrescenta que "os trabalhadores afetados pelo calor reduzem as horas de trabalho, desaceleram suas tarefas e cometem erros. A redução da produtividade no trabalho provocada pelas temperaturas extremas é um fenômeno bem conhecido".

No estudo, a Allianz Trade utiliza vários dados e análises disponíveis para elaborar a estimativa de que as ondas de calor "podem custar 0,6 ponto do PIB em 2023".

Segundo os cálculos, a China pode ver seu PIB reduzido em 1,3 ponto, a Espanha em 1 ponto, a Grécia em 0,9, a Itália em 0,5, Estados Unidos em 0,3 e a França em 0,1.

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