ONG de auxílio a crianças com microcefalia denuncia golpe com pedido de doação
Golpe teria acontecido no último domingo na cidade de Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste de Pernambuco
Mães e representantes da Aliança das Mães e Família Raras (Amar) prestaram queixa no Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri), nessa segunda-feira (26), contra duas pessoas que estariam usando, ilegalmente, o nome de organizações que auxiliam crianças com microcefalia para arrecadar dinheiro. O golpe teria acontecido no último domingo (25) na cidade de Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste de Pernambuco.
De acordo com a presidente e coordenadora da Amar, Pollyana Dias, um parceiro da associação informou que os lojistas do Polo de Moda de Santa Cruz estariam recebendo ligações e mensagens com pedidos de doações em nome da Amar e da União de Mães de Anjos (UMA). As mensagens continham fotos de crianças com microcefalia e informavam que o dinheiro seria recolhido no domingo. "No domingo, dois motoqueiros foram lá para recolher o dinheiro. Nosso parceiro ligou para a polícia e os dois foram detidos em flagrante e contaram que duas senhoras estavam fazendo ligações e mandando as mensagens", contou Pollyana.
Ainda segundo ela, na delegacia, foram recolhidas as conversas de WhatsApp entre os motoqueiros e as suspeitas e 100 recibos de R$ 20 das doações. A Folha de Pernambuco entrou em contato com a Polícia Civil para mais detalhes sobre a ocorrência. Por meio de nota, a assessoria de comunicação informou que o delegado Flaubert Queiroz abriu um inquérito para investigar as denúncias e só se manifestará quando forem concluídas.
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As mães das crianças que aparecem nas fotos do falso pedido de doação irão prestar queixar na Departamento de Policia da Criança e do Adolescente (DPCA) ainda nesta semana. "A gente ficou sabendo através do grupo do WhatsApp da Amar. As mães viram que estavam nas fotos com as crianças e ficaram indignadas. Eles estavam usando fotos dos nossos filhos e recebendo dinheiro. Vamos prestar queixa por uso indevido das imagens", contou Andreza Wanderley, mãe de uma menina de 7 anos com paralisia cerebral e microcefalia que também aparecia nas fotos.

