ONG que protege tartarugas marinhas corre risco de fechar em Ipojuca

Instituição está há cinco meses sem receber repasses financeiros da gestão municipal

ONG corre risco de fechar as portasONG corre risco de fechar as portas - Foto: ONG Ecoassociados/Arquivo

Há 20 anos atuando em prol da conservação de tartarugas marinhas no litoral de Ipojuca, no Grande Recife, a ONG Ecoassociados corre risco de fechar as suas portas. Há cinco meses sem receber repasses financeiros da gestão municipal, o primeiro departamento a ter suas atividades suspensas foi o museu didático da instituição. Este ano foi renovado o convênio no valor de R$ 150 mil entre a Prefeitura de Ipojuca e a organização, mas o dinheiro não foi repassado.

O museu dispõe de peças anatômicas de tartarugas e foi criado para realizar ações de educação ambiental e pesquisas científicas. O local era aberto para visitação pública diariamente, das 9h às 17h, e o valor do ingresso (R$ 5) era destinado à manutenção da ONG e, principalmente, para a reabilitação de filhotes de tartarugas marinhas.

A ONG se mantém com trabalho de voluntários, doações de pessoas interessadas e com o dinheiro arrecadado através de visitação na sede da EcoAssociados e venda de produtos personalizados na EcoArts (lojinha da ONG). Devido à crise, a instituição precisou dar férias coletivas aos funcionários.

"É muito triste toda essa situação, porque somos uma ONG sem fins lucrativos e o apoio da prefeitura nos ajudava a continuar o trabalho. O dinheiro não chegou até agora e se essa ONG fechar, significa que não teremos mais como monitorar os ninhos nem reabilitar as tartarugas", lamenta uma das biólogas que trabalha no espaço, Gerlaine Silva. Na próxima sexta-feira, o último trabalho da ONG será a soltura de duas tartarugas em Porto de Galinhas. A Folha de Pernambuco procurou a Prefeitura de Ipojuca, mas não recebeu retorno.

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