ONU denuncia "perigosa epidemia de desinformação" por Covid-19

Sem citar nomes, secretário-geral da entidade criticou a abordagem de chefes de estados e meios de comunicação

Secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António GuterresSecretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres - Foto: ONU/Jean-Marc Ferré (arquivo)

A pandemia do COVID-19 causou uma "epidemia perigosa de desinformação", denunciou o secretário-geral da ONU, António Guterres, em comunicado nesta terça-feira, sem citar casos específicos, países ou veículos de mídia.

Enquanto deveria ser tempo "da ciência e da solidariedade", supostos conselhos de saúde são "prejudiciais", "falsidades enchem o ar", "teorias da conspiração selvagens infectam a Internet" e "o ódio se torna viral, estigmatiza as pessoas e grupos", lamentou o chefe das Nações Unidas.

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"O mundo deve se unir contra esta doença", afirmou, assegurando que a "vacina é a confiança" e "em primeiro lugar, confiança na ciência".

Ele também cumprimentou "jornalistas e outros que estão fazendo checagens de notícias e postagens falsas nas redes sociais".

As grandes empresas de mídia social "devem fazer mais para acabar com o ódio e as declarações prejudiciais sobre o COVID-19", cobrou.

"Juntos, vamos rejeitar mentiras e bobagens" para "construir um mundo mais saudável, mais equitativo, justo e resiliente", exigiu o chefe da ONU em comunicado. 

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