Vacinas

Opas afirma que Venezuela pode receber vacinas anticovid da Johnson & Johnson em junho

O país recebeu até agora 1,4 milhão de doses de vacinas anticovid, segundo o governo, entre as Sputnik V da Rússia e as do laboratório chinês Sinopharm

Vacina de dose única Johnson & JohnsonVacina de dose única Johnson & Johnson - Foto: Frederic J. Brown / AFP

A Venezuela pode receber vacinas contra o coronavírus da Johnson & Johnson em junho por meio do mecanismo global Covax, disse nesta quarta-feira (12) a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), escritório da Organização Mundial da Saúde (OMS) nas Américas.

Ciro Ugarte, diretor de Emergências em Saúde da Opas, informou que a Venezuela fez novos pagamentos para obter as doses da Covax, o sistema promovido pela OMS para garantir uma distribuição equitativa de vacinas contra a covid-19.

Questionado sobre a data e o tipo de vacinas que serão enviadas, Ugarte frisou que isso vai depender da disponibilidade que houver no momento de negociar a entrega. 

"Isso seria em meados de junho, final de junho, de forma que a Venezuela receberia as vacinas nessas datas se não houver atrasos", afirmou. O tipo ainda não foi determinado, mas "existe a probabilidade de que recebam a da Johnson & Johnson ou outras que estejam disponíveis".

A vacina da Johnson & Johnson é administrada em dose única e não requer refrigeração extrema.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse nesta terça que o imunizante é "muito bom", após anunciar que a vacina Sputnik Light, também de dose única, chegará "em breve" ao país.

Com quase 30 milhões de residentes, a Venezuela recebeu até agora 1,4 milhão de doses de vacinas anticovid, segundo o governo, entre as Sputnik V da Rússia e as do laboratório chinês Sinopharm.

O país relatou 210.116 casos de covid-19 e 2.320 mortes desde o início da pandemia, dados que são questionados pela oposição e por ONGs, que acreditam que os números sejam maiores.

A Venezuela reservou em fevereiro entre 1,4 e 2,4 milhões de imunizantes da AstraZeneca, mas em março comunicou à Opas sua recusa em recebê-las, citando "relatórios técnicos" que indicavam efeitos colaterais. 

Ugarte afirmou em abril que assim que o pagamento fosse cancelado, o país "completararia o acordo com a Covax para ter acesso a vacinas suficientes para 5,7 milhões de pessoas, o que representa 20%" de sua população.

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