Covid-19

Opas prevê mais de 400 mil mortes na América Latina e no Caribe até outubro

Continente Americano é atualmente o que mais concentra casos de infecção pelo novo coronavírus

Coronavírus na América LatinaCoronavírus na América Latina - Foto: Michael Dantas / AFP

A América Latina e o Caribe registrarão mais de 400 mil mortes pela Covid-19 até 1º de outubro "se as condições atuais persistirem", alertou, nesta terça-feira (30), a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Carrissa Etienne, que também relatou uma queda na transmissão em algumas ilhas do Caribe. "Espera-se que a América Latina e o Caribe tenham mais de 438 mil mortes por Covid-19" nos próximos três meses, disse.

Segundo o modelo do Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde da Universidade de Washington (IHME), centro norte-americano que assessora a Opas, em todo o continente americano as mortes serão quase triplicadas até 1º de outubro, excedendo 627 mil mortes. Essa projeção inclui os Estados Unidos, o país mais afetado do mundo e no qual o IHME prevê mais de 175 mil mortes nos próximos três meses.

Etienne ainda afirmou que o pico de contágio na América Latina ocorrerá em momentos diferentes. Chile e Colômbia atingirão o pico nos próximos dias, enquanto na Argentina, Bolívia, Brasil e Peru, o pico ocorrerá em agosto. Na América Central e no México, será em meados de agosto, embora na Costa Rica a expectativa é que seja atingido apenas em outubro.

"É importante enfatizar que essas projeções serão concretizadas apenas se as condições atuais persistirem. Isso significa que os países podem mudar essas previsões se tomarem as decisões corretas e implementarem medidas estritas e comprovadas de saúde pública", ressaltou.

Etienne disse que os governos devem responder à pandemia com base nos dados de vigilância epidemiológica "cada vez mais detalhados", e pediu "flexibilidade" para minimizar o impacto do vírus, especialmente em comunidades fortemente dependentes da economia informal. Ela também alertou sobre "outros desafios para a região, como a chegada da gripe sazonal no Cone Sul da América do Sul, o que pode complicar os serviços de saúde.

O continente americano é aquele que atualmente concentra o maior número de infecções e mortes pelo novo coronavírus, declarado uma pandemia pela OMS em meados de março. Etienne, porém, enfatizou que o número total "conta apenas parte da história". "Vários países e territórios do Caribe foram capazes de interromper completamente a transmissão e não relataram novos casos por várias semanas, mas devem permanecer vigilantes pelos próximos meses", disse.

Segundo dados fornecidos à AFP pela Opas, as ilhas do Caribe que não registraram casos há mais de 14 dias são: São Bartolomeu, Anguila, São Pedro e Miquelão, Montserrat, São Cristóvão e Nevis, Aruba, São Martinho, Ilhas Virgens Britânicas , Bonaire, Santo Eustáquio e Saba, Granada e Santa Lúcia.

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