Operação da PF combate pedofilia em Pernambuco e outros 15 estados

Segunda fase da Operação Darknet investiga a participação de 67 pessoas na troca e na distribuição de fotos e vídeos com conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes

José Pimentel, atorJosé Pimentel, ator - Foto: Felipe Ribeiro/Arquivo Folha de Pernambuco

A Polícia Federal (PF) cumpre na manhã desta terça-feira (22), 70 mandados de busca e apreensão e de prisão em 16 estados para combater rede de distribuição de pornografia infantil na chamada Deep Web. Em pernambuco, um auxiliar de serviços gerais e técnico em informática foi detido em sua residência, no bairro Maranguape I, no município de Paulista. 

No computador do suspeito foram encontradas diversas imagens de pornografia infantil. No local também foram apreendidos vários discos rígidos, notebook e pen drives. O estudante foi autuado em flagrante por armazenamento de conteúdo pornográfico infantil, um crime afiançável. Foram apreendidos um notebook, um aparelho celular, quatro discos rígidos e três pen drives. 

No momento da varredura preliminar foram encontrados diversos arquivos de fotos e vídeos que continham material pornográfico infantil, o que motivou a prisão em flagrante pelo crime de possuir ou armazenar registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente. O crime está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente e a pena consiste na reclusão, de 1 a 4 anos. O autuado pagou uma fiança de R$ 1 mil e vai responder ao processo em liberdade.

Em interrogatório, o suspeito contou que criou um perfil falso para participar de um jogo on-line, e lá conheceu um usuário da cidade de São Paulo/SP que compartilhou com ele o material pornográfico infantil. Segundo ele, a troca acontecia no ambiente do jogo. 

Cerca de 300 policiais federais cumprem as ordens judiciais nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Maranhão, Pará e Amazonas.

A segunda fase da Operação Darknet investiga a participação de 67 pessoas na troca e na distribuição de fotos e vídeos com conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes. Durante as investigações da Operação Darknet II, a Polícia Federal antecipou o cumprimento de sete ordens judiciais para evitar o possível abuso sexual de crianças (Paraná, Distrito Federal e Rio de Janeiro).

Desde a primeira fase da Operação Darknet (2014) a Polícia Federal desenvolve metodologia de investigação e ferramentas para identificar usuários da Dark Web, considerado um meio seguro de divulgação de conteúdos variados de forma anônima.

A arquitetura desse ambiente impossibilita a identificação do ponto de acesso (IP), ocultando o real usuário que acessa a rede. Poucas polícias no mundo obtiveram êxito em investigações na Dark Web, como o FBI, a Scotland Yard e a Polícia Federal Australiana.

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