Operação da PF contra 'gerentes' do PCC apreende material em Pernambuco

'Cravada' buscou desarticular o núcleo financeiro da quadrilha, apontado como responsável por recolher e gerenciar as contribuições em todo o País

Cadernos suspeitos foram localizados na casa da mulherCadernos suspeitos foram localizados na casa da mulher - Foto: Divulgação/Polícia Federal

Deflagrada nesta terça-feira (6) pela Polícia Federal (PF), a Operação Cravada cumpriu um mandado de busca e apreensão em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. Segundo a Superintendência no Estado, foram apreendidos um aparelho celular e duas agendas com anotações de possíveis suspeitos e contas e operações bancárias do Primeiro Comando da Capital (PCC) na residência de uma mulher.

O material será encaminhado para a coordenação da ação, em Curitiba/PR, onde passará por perícia técnica, além de contribuir para as investigações. Também foram cumpridos mandados nos estados de Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Acre, Roraima, Pernambuco e Minas Gerais. A operação buscou desarticular o núcleo financeiro do PCC, apontado como responsável por recolher e gerenciar as contribuições para a facção criminosa em todo o País.

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O núcleo financeiro investigado se estabeleceu na Penitenciária de Piraquara, no Paraná. Os membros do grupo, segundo as investigações iniciadas em fevereiro deste ano, gerenciava as contribuições para a atuação da facção criminosa em âmbito nacional. Os pagamentos -também chamados de "rifas"- eram feitos em contas bancárias e, de maneira intercalada, dificultavam o seu rastreamento. Foi identificada uma movimentação de aproximadamente R$ 1 milhão por mês nas 400 contas bancárias usadas pelos criminosos.

Todas as contas suspeitas e espalhadas pelo país foram bloqueadas. Com o dinheiro, os criminosos adquiriam armas de fogo, drogas, além do transporte e da manutenção da estadia de integrantes e familiares de membros da facção em locais próximos aos presídios.

Os suspeitos deverão responder na Justiça pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa, entre outros delitos. A operação, batizada com o nome de Cravada, faz uma referência a uma jogada de xadrez. "Ela visa sufocar as reações das lideranças de facções criminosas, atingindo os núcleos importantes de comunicação e de gerenciamento financeiro", informou a PF por meio de nota.

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