Operação da PF mira empresas clandestinas de segurança privada

Em Pernambuco, cinco organizações foram desmontadas, sendo duas que atuavam na cidade de Garanhuns, no agreste, duas em Paulista, região metropolitana e uma no Recife

Materiais aprendidos na operaçãoMateriais aprendidos na operação - Foto: Divulgação / PF

Organizações que praticavam atividades clandestinas de segurança privada foram alvo de uma operação da Polícia Federal em Pernambuco. Deflagrada na última quinta-feira (30), a operação Segurança Legal IV, agiu para desarticular equipes que exerciam as atividades de forma irregular. Entre os crimes cometidos pelos envolvidos estava o porte ilegal de armas de fogo. Na operação, foram apreendidos um revólver de calibre 38, armas brancas e equipamentos característicos de grupos de segurança, como coletes, cassetetes, sprays de pimenta e rádios de comunicação.

A operação ocorreu em escala nacional, em todos os estados do país. No Brasil, ao menos 318 empresas de segurança agiam de forma irregular e foram desmontadas. Em Pernambuco, cinco organizações foram desmontadas, sendo duas que atuavam na cidade de Garanhuns, no agreste, duas em Paulista, região metropolitana e uma no Recife.

De acordo com Giovani Santoro, chefe de comunicação da Polícia Federal em Pernambuco, denúncias e investigações da PF. Foi dado um prazo para a apresentação de justificativas na PF. “Geralmente, grande parte das pessoas são ex policiais militares, não há problema, o problema é atuar sem regulamentação”, disse o assessor. “É importante que as pessoas que contratam esses serviços confiram se as empresas atuam de forma regular. Sem registro, não há garantia de uma boa atuação”, completou.

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A prática de segurança privada requer autorização da Polícia Federal. A autorização para atuação de serviços como vigilância patrimonial (armada ou desarmada), transporte de valores, escoltas e segurança e vigilância privada, é concedida quando a empresa apresenta atende aos requisitos legais e regulamentares.

Ainda, é preciso que a autorização seja renovada anualmente. “Se as empresas atuarem de forma irregular, elas não pagam impostos, não seguem leis trabalhistas. Além disso, a empresa deve submeter os funcionários a uma série de reciclagens (treinamentos) que os capacitem para trabalhar com esse tipo de atividade”, afirmou Santoro.

A PF esclarece que, mesmo na atividade desarmada, os profissionais precisam passar por um curso de formação de dois em dois anos. A formação acontece com o acompanhamento da polícia.

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