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Operação de coque de petróleo está sob fiscalização

Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) e Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça (Caope) começaram nesta quarta-feira (17) inspeção da nova operação com o coque

Coque foi confinado em área de telasCoque foi confinado em área de telas - Foto: Paullo Almeida/Folha de Pernambuco

Uma nova operação de coque de petróleo (um combustível granulado usado pela indústria siderúrgica) foi iniciada nesta quarta-feira (17) no Porto do Recife sob grande esquema de fiscalização com recomendação do Ministério Público do Estado (MPPE). Técnicos da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) e especialistas do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça (Caope) estiveram presentes e devem continuar inspeções sobre o impacto do serviço nesta quinta (18) e sexta-feira (19).

Os relatórios devem sair em até 15 dias. O manejo do coque na área portuária está sob suspeição de poluição ambiental desde o ano passado, quando moradores da Vila Naval e de prédios da rua da Aurora buscaram o Ministério Público (MPPE) para denunciar a invasão das residências por um pó preto. Além da “poeira”, a comunidade teme que o resíduo cause danos perigosos a saúde.

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“Aparentemente a operação está sem problemas. Nesta quarta-feira (17) basicamente focamos na operação em si, nos procedimentos utilizados dentro do porto. Mas prosseguimos o trabalho nesta quinta e sexta com equipamentos mais precisos (para avaliar o possível espalhamento do coque) em três pontos: no condomínio, no posto de entrada do porto e na Vila Naval”, contou o promotor e coordenador do Caope, André Felipe Menezes.

O condomínio a que ele se refere é o Jardins da Aurora, onde os moradores estão bastante preocupados desde 2018, quando narram a invasão do pó preto nos apartamentos e o adoecimento de vários moradores. “Já coletamos informações de seis pelo menos seis apartamentos, com fotos, laudos e receitas médicas”, contou o síndico Maurício Schneck. Todo material será anexado ao inquérito do MPPE e que deve ser concluído no próximo mês. Ele também teve a residência tomada pelo pó desde o último ano. O condomínio está buscando apoio da Comissão de Meio Ambiente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para a questão. A CPRH realizou nesta quarta-feira análises de velocidade e direção do vento, características da umidade do coque e coletou amostras da água.

O operador do coque, a empresa M&G São Caetano, informou em nota que o embarque do produto do pátio para o navio ocorreu normalmente e dentro dos padrões estabelecidos. A empresa disse ainda que contratou um serviço especializado para monitorar as condições do ar durante a operação e após ela. Este monitoramento conta com cinco equipamentos no entorno do terminal portuário. A M&G São Caetano reforçou ainda que houve o completo confinamento do coque desde janeiro deste ano.

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