Operação mira grupo criminoso ligado ao tráfico de animais silvestres em Pernambuco e na Bahia
Na casa de um dos investigados, cerca de 373 pássaros silvestres foram apreendidos, entre papa-capins, canários da terra, azulões, corrupiões, periquitos, trinca-ferros e cardeais
Os Ministérios Públicos da Bahia (MPBA), Alagoas (MPAL) e Pernambuco (MPPE) deflagraram, nesta terça-feira (12), a Operação Ninho de Falcão contra organização criminosa especializada no tráfico de animais silvestres.
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar em localidades nos municípios de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife, e Medeiros Neto, na Bahia, com o intuito de obter provas relacionadas aos fornecedores e receptadores de grandes quantidades de espécimes silvestres nativas.
A diligência é decorrente de uma investigação que está em andamento há mais de um ano. A medida ocorre sob a responsabilidade dos promotores de justiça que verificaram que o investigado, residente da Bahia, realiza a captura ilegal de milhares de animais, ao lado de outros coautores, e os conduz ao receptador, sediado em Jaboatão dos Guararapes, por meio de compensações financeiras.
A investigação confirmou que os dois investigados estão envolvidos em uma rede com divisão de funções que aumentam significativamente os resultados e os lucros do comércio de animais silvestres.
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As residências dos suspeitos foram alvos de busca, e foi constatado que ambos possuem antecedentes na prática do mesmo delito contra a fauna, o que demonstra, de fato, uma repetição de condutas criminosas.
Os dois foram presos em flagrante na Bahia, na residência de um deles, quando se preparavam para realizar o transporte das aves. Foram apreendidos 373 pássaros silvestres, entre canários da terra, papa-capins, cardeais, azulões, trinca-ferros, periquitos e corrupiões, além de encontrar três animais mortos.
Em Pernambuco, na residência do receptor, não havia animais, só algumas gaiolas e ração para pássaros. O cativeiro estava vazio.
A operação foi coordenada pelos Grupos de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) de Alagoas, Pernambuco e Bahia, junto ao Centro Operacional de Defesa do Meio Ambiente (Ceama) do MPBA e Núcleo do Meio Ambiente do MPAL.
A operação contou com o apoio da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental na Bahia (Cippa) de Porto Seguro da 44ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) de Medeiros Neto.
A operação segue os fundamentos estabelecidos no Manual de Combate ao Tráfico de Animais da Fauna Silvestre Brasileira, de autoria do Conselho Nacional do Ministério Público, com apoio da Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa).














