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OPINIÃO

12 DE MARÇO!

12 de março vale um abraço!
aquele abraço! um abraçaço!
 
Parabéns Olinda! Parabéns Recife!
Oh linda situação: Olinda bem situada na poética
de boa vizinhança com o cacife da cidade do Recife!
 
Parabéns, Rosa! Rosa que também é Lia!
Rosa fora da família. Na família ela é Lia.
Lia, o nome da Rosa. O nome da Rosa: 
anterior ao O Nome da Rosa de Umberto Eco.
O nome da Rosa de Eco não faz eco no nome da Rosa,
mas como Umberto faz eco bem aberto!
 
Entrando nos 71 anos de vida bem vivida
dividida pra lá e pra cá!
Na quarentena a vida é dividida entre a pia e a utopia,
em que catar feijão se limita com escrever,
como diz o cerebral e cristalino João Cabral.
Outro dia ela saiu do escrever para a cozinha
levando Lévi-Strauss com o Cru para o Cozido.
Noutra circunstância, ela estava saboreando um mousse 
manuseando o mouse, usando o olho intacto e aceso em Mauss.
 
E aí Rosa anda falando em aposentadoria!
Adotaria a aposentadoria uma pessoa que soa
e ressoa antropologia? Uma pessoa atuante e atual
e de astral ativo cativando o atávico e o ancestral?
 
Conheci Rosa na Sudene como Rosa, 
Rosinha, Roseira, Rosíssima!
 
No nosso primeiro dia de namoro
fomos a uma festa junina que encantava
cantando: Olha pro céu meu amor!
 
Naquela “sala de reboco” o poeta Pedro Américo
perguntou-me: Em que jardim você colheu esta Rosa?
Respondi, então, com este poema:
 
PROSA PRA ROSA
Pedro: em que jardim você colheu esta Rosa?
No jardim do caramanchão
de jasmim,
eu em mim
girando
pelos gerânios
com os gerúndios de Gertrude Stein.
Pétala ela naquela beleza
que chega nos lugares
com aquela leveza
que aconchega os olhares
e eu despetalando
rosa
é uma rosa
é uma rosa
é uma rosa...
sou um aquinhoado 
de Rosa 
de Aquino.
No sorriso
de Rosa
eu barganho o paraíso.
Prosa
pra Rosa?
Um texto-orquestra
de idéias-orquídeas.
Gil: o negro é a soma de todas as cores.
O meigo é o sumo de todas as flores: ROSA
 
 
P.S. para uma dedicatória: assim dedico a Rosa meu livro Signos Involuntários:
a rosa
cuja fé (dialética)
presenteou-me com
a bíblia do caos
(do ateu Millôr)
a bíblia do cosmos
(alô de Deus?)

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