Seg, 12 de Janeiro

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opinião

Baraúna

Eu assino alguns textos como Guilherme Baraúna por um motivo simples e muito afetivo: Baraúna foi um apelido carinhoso que um grande amigo meu me deu. Ele está sempre comigo na academia, na nossa rotina de ginástica, e esse nome acabou ficando “colado” em mim de um jeito bom — como ficam as coisas que nascem da convivência, da amizade e do respeito.

No começo, eu usava apenas Guilherme — e sigo achando que isso já basta. Meu amigo até sugeriu que eu colocasse alguma identificação mais “formal”, tipo Guilherme Ribeiro, Guilherme médico, Guilherme oftalmologista. Mas ele insistiu:
“Não. Vai ser Baraúna.”
E ficou.

Depois, por curiosidade, eu fui pesquisar e descobri que baraúna é uma árvore conhecida por ser muito forte, resistente, dessas que historicamente foram usadas como madeira de grande durabilidade — inclusive em estruturas importantes, como dormentes de ferrovia e construções que exigiam firmeza e longevidade. E isso me fez gostar ainda mais do apelido: não porque eu precise “parecer forte”, mas porque o símbolo combina com a ideia de raiz, sustentação e presença — coisas que a gente constrói ao longo da vida, com trabalho, constância e valores.

Então, quando alguém pergunta de onde vem esse nome, eu explico assim: vem de um amigo, vem do carinho, vem da convivência, e ganhou ainda mais significado quando eu soube que também era o nome de uma árvore forte, que ajudou a sustentar caminhos.


Por isso, às vezes, nos meus textos, eu sou simplesmente Guilherme — e, em outras, Guilherme Baraúna. Uma assinatura que carrega história. E afeto.


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