Seg, 13 de Abril

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OPINIÃO

Cenário econômico global: desafios e oportunidades para a indústria em 2025

A globalização transformou as economias ao redor do mundo, tornando os mercados mais interconectados e interdependentes. Em um cenário de constante evolução, discutir o panorama econômico global é necessário para entender tanto os desafios quanto as oportunidades que surgem para as indústrias.


Esse debate permite que empresas se preparem para as flutuações econômicas, identifiquem novas possibilidades de crescimento e adaptem suas estratégias conforme as mudanças nos padrões de consumo, nas políticas econômicas e nas tecnologias emergentes.


A incerteza gerada por eventos políticos, como mudanças nas administrações, políticas de protecionismo e instabilidade em grandes economias, pode afetar diretamente as operações das indústrias. A guerra comercial entre potências, como os Estados Unidos e a China, a instabilidade política em países-chave, como o Reino Unido com o Brexit, e as políticas econômicas locais podem desestabilizar mercados e interromper cadeias de suprimentos globais.


Outro fator que deve ser levado em consideração é a oscilação no preço de commodities essenciais, como petróleo, aço e alimentos, que impacta diretamente os custos de produção e os lucros das indústrias.
As medidas de taxação de Trump, por exemplo, repercute diretamente nesse cenário, sobretudo na exportação de aço e alumínio. E o que potencializa essa dificuldade é a concentração de vendas para mercados como os EUA, China e Argentina. E não falo apenas do Brasil, Pernambuco enfrenta esse mesmo impasse, mas em produtos diferentes, é verdade.


Será possível um comércio internacional sem os Estados Unidos como principal potência econômica? Eu diria que sim, afinal existem forças emergentes que não podem ser subestimadas, a exemplo da Índia, e que vem ganhando protagonismo no cenário econômico mundial.


Países em desenvolvimento, como os da África e da Ásia, apresentam um enorme potencial de crescimento. O aumento da classe média nesses países cria novas demandas por produtos e serviços, e as indústrias podem expandir suas operações para esses mercados em crescimento.


Essa terceira via, digamos, permite uma interconexão das economias e faz com que as empresas explorem novas fontes de fornecimento, melhorem a eficiência e ampliem sua capacidade de exportação. A diversificação das cadeias de fornecimento também pode mitigar riscos associados à dependência de um único fornecedor ou mercado.


Além disso, a assinatura de acordos comerciais, como o Mercosul-União Europeia, oferece às indústrias novas possibilidades de exportação e acesso a mercados estrangeiros. Tais acordos podem reduzir tarifas, facilitar a troca de tecnologia e aumentar as oportunidades de crescimento para as empresas em mercados internacionais.

Reitero que essa tem sido uma preocupação constante da FIEPE, afinal a ideia é evitar o chamado desvio de mercado e melhorar a competitividade das nossas empresas no mercado internacional. Por isso, vamos trazer um especialista que entende muito bem do assunto, com o intuito de preparar nossas empresas a lidar com que está por vir.


Será uma palestra gratuita sobre o cenário econômico global: desafios e oportunidades para a indústria, com o diplomata, economista e ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento do Brics, Marcos Troyjo, no dia 10 de abril, às 18h, no auditório da Casa da Indústria.


Com ele, vamos entender como o cenário econômico global é dinâmico e multifacetado, onde os desafios podem ser grandes, mas as oportunidades também são consideráveis.


Em resumo, constato que, para que as indústrias se mantenham competitivas, é fundamental que as empresas monitorem as tendências globais e adaptem suas estratégias de acordo com as mudanças no mercado, na tecnologia e nas políticas econômicas.


Discutir o cenário econômico global não é apenas necessário, mas uma forma de se preparar para um futuro e a FIEPE é uma parceira incansável em preparar as empresas para oportunidades desafiadoras e competitivas.


* Presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco.

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