Dom, 19 de Abril

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OPINIÃO

Eleição de governador é nacional

Raquel fez um gol igual ao de Neymar, gol olímpico, a campanha é política e de governador é nacional, exemplos diversos e em todos os estados. Aqui na última vitória de Arraes foi exceção e fui na casa dele comunicar que faria a campanha de Carlos Wilson para o Senado (candidato na chapa de Gustavo Krause e Maurílio) junto com Zé Nivaldo, e lá disse a ele: “o senhor ou vai sofrer a maior zebra da eleição no Brasil, ou vai ser exceção”, ele disse: “como assim?”. 

Expliquei vencer FHC com o plano real será exceção, perder para Gustavo Krause será a zebra, e Arraes foi o único governador eleito no primeiro turno no palanque contrário a F.H.C. A regra é a nacional puxar a eleição estadual. Em 22, aqui tivemos o exemplo de vitória com Teresa Leitão com o 13 de Lula, que teve mais votos que Marília e Raquel somadas. Lula puxou os candidatos no Nordeste e Bolsonaro no Sul e Sudeste. Tarcísio em São Paulo é o maior exemplo, nunca disputou eleição, é carioca, nenhuma ligação com São Paulo e venceu a eleição. No Rio, o atual governador no maior desgaste e desaprovação, também Bolsonaro o elegeu. Pesquisas eleitorais não vencem eleições, a eleição mais folgada do Brasil pelas pesquisas seria ACM Neto na Bahia contra o desconhecido Jerônimo, outro desconhecido e sem votos, e Lula puxou. 

Raquel entrou num partido forte e com muito futuro no momento atual. O comando de Kassab fez o partido ficar como em um jogo de firo, com dois batedores, a joia da coroa, é o comandante do centro-direita, o Tancredo Neves de atualidade que é o principal aliado que Lula precisa, deseja e quer, e também o que na opção de candidatura do centro-direita é o que viabiliza. 

Em 20, alguém pensou que os candidatos a senador e a governador de Pernambuco seriam Teresa, André de Paula, Guilherme Coelho, Gilson e Carlos Andrade, e os governadores, Marília, Danilo, Raquel, Miguel ou Anderson. 2026 é em 2026, hoje Raquel deu um nó de marinheiro na eleição, Lula não é de cometer suicídio eleitoral, aqui hoje o que serve a Lula é Raquel, Humberto e Dueire. 

As alianças para o Senado serão com partidos aliados nacionalmente e mais expressivos, o PSD tem 11 senadores, mais de 1400 prefeitos, bancadas grandes de deputados federais, estaduais e vereadores. E também Raquel tem um grande nível de aprovação e nem um motivo para a população fazer qualquer rejeição, tem tudo para subir a aprovação, além de um histórico familiar correto. 

Em sua trajetória, a família vem na política desde 1959 com o avô dela, João Lyra Filho, prefeito, deputado estadual e deputado federal; o tio, Fernando Lyra, deputado estadual, deputado federal e ministro da Justiça; o pai, João Lyra Neto, prefeito, deputado estadual, ex-vice-governador e governador; além da reeleição que favorece sempre, exceção tem Arraes a eleição que perdeu para Jarbas disputando o governo em função do escândalo dos precatórios.

Política é contraste, e ela tem erros, porém não comprometedores. Minha opinião é que na eleição municipal ela teria que ter entrado fortemente na campanha de oposição, com qualquer candidato. Oposição é oposição e, sem dúvida, o quadro seria outro. O farol do prefeito teria um alcance menor, quem sabe um segundo turno, ela animaria a oposição e o resultado sem dúvida seria diferente. No momento atual, Kassab como bom jogador sabe que não se faz política sem alternativa, já jogou a candidatura própria, claro, e se Lula não for candidato ele não vai cometer suicídio. 

O que viabiliza Raquel também, ela é o principal quadro do PSD no Nordeste e Kassab vai explorar muito bem isso. Hoje, o PSD comandado por Kassab está no nacional como num jogo de firo, com dois batedores. É o partido que pode fazer aliança para a esquerda ou direita, tem a maior bancada no Senado, uma forte bancada de deputados federais, quase mais de 1400 prefeitos e uma grande quantidade de vices, deputados estaduais e vereadores.

As eleições de governadores e senadores são puxadas pela de presidente, raramente acontece o contrário, principalmente quando se trata de reeleição de governador. As alianças serão nacionais. No final, não vai ter Lula apoiando um candidato a governador ou senador em um Estado, e nacionalmente os partidos dos candidatos não apoiando ele para presidente.
 

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