Sex, 06 de Março

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opinião

"Isso aqui tá muito bom, isso aqui tá bom demais"

Depois de se entregar de corpo e alma ao idílico festivo de Momo, o Brasil volta à realidade, atordoado e mancando pelos efeitos de samba, frevo e axé, que mais uma vez se foram na última quarta-feira de cinzas, para só voltar em 2027.

Como sabemos, no Brasil o ano só começa depois do carnaval, e haja fôlego para enfrentar o que vem pela frente, quem sabe surpresas boas, ruins ou péssimas, de fora e de dentro do país em permanente espera como o país do amanhã que tem demorado a chegar.

Caindo na real, agora é hora de tentar colocar a casa minimamente em ordem, e avançar com o concurso dos antigos, e quem sabe dos novos personagens, para enfrentar nossos velhos desafios, a luz desse tumultuado alvorecer de um novo tempo, nova ordem global, que se desenha no horizonte de nossas expectativas.

Infelizmente, a cada passo, a cada episódio que assistimos no dia a dia, dentro ou fora de casa, percebemos que os condutores ou pretensos condutores do processo de gestão se preocupam mais consigo mesmos do que com o paciente, que carece de atenção redobrada para tentar sobreviver em ambiente perigoso, literalmente minado, comprometendo nossa tênue esperança por dias melhores.

Outrossim, por incrível que pareça, ao término do reinado de Momo, Pernambuco embarca precocemente nos primeiros acordes do forró pé de Serra ao som de sanfona e triângulo, para saudar o querido e saudoso Luiz Gonzaga, na voz do jovem João Gomes animando a “Drilha” pelas ruas do Recife com a bênção de São João.

O Brasil, país da alegria, tem como antídoto aos males que enfrenta, o carnaval do frevo e do samba e o São João de Gonzagão, o resto é detalhe do vai e vem de direita contra esquerda e do famoso centrão, pra deixar o tempo passar no país que só gosta mesmo é de festa, “isso aqui tá muito bom, isso aqui tá bom demais, quem ta fora quer entrar, mas quem tá dentro não sai, pois é”.

Vamos simbora, Brasilzão, veio de Guerra, perguntando a Deus do Céu, uai! Por que tamanha judiação!
 




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