Ter, 14 de Abril

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OPINIÃO

O equilíbrio e os desequilibrados

O fenômeno que tem marcado o momento que a humanidade está vivenciando, pode ser caracterizado pelo desequilíbrio, natural ou provocado, fruto da milenar evolução do planeta e seus habitantes, mas também pela involução de caráter ético e humanitário, como se o homem não tivesse tirado lições da passagem do tempo, seja da natureza desde o big bang, das descobertas ou redescobertas, sob um novo prisma de conhecimento, principalmente os de última geração com o concurso da inteligência artificial.

Embora o recomendável equilíbrio comportamental esteja passando por inusitada crise global, extrapolando os limites do previsível, político, econômico e social, que transparece ser o “novo normal” neste início do século XXI, os recentes acontecimentos continuam surpreendendo a humanidade, evidenciando a irresponsabilidade e desequilíbrio das principais lideranças globais as quais estamos todos direta e indiretamente subordinados.

Infelizmente as novas regras e costumes de natureza legal ou ilegal, consuetudinariamente estabelecidas, repercutem nas sociedades como um todo exigindo reverência aos poderosos, do detalhe ao principal, o “quero, posso e mando”, “manda quem pode e obedece quem tem juízo”.

Destacamos como exemplo e micro referência do desequilíbrio, provavelmente como fruto da dramática desigualdade social que caracteriza o país, o bárbaro episódio ocorrido nesta semana no Recife, quando hordas de bárbaros enfurecidos partiram para grotesco combate entre torcidas futebolísticas.

Apesar da magnitude do ilícito observado, o acontecimento não surpreende, vez que na mídia as partidas entre clubes, ocorrem em “arenas”, que sediam segundo a termologia utilizada “duelos, “combates”, como se retrocedêssemos ao tempo do Coliseu da Roma antiga, aguardando o dedo dos imperadores pra cima ou para baixo para os gladiadores se matarem.

A terrível ocorrência, vista por outro ângulo, nos mostra quão vulnerável se encontra a sociedade, no diuturno convívio com esses seres, permeando o nosso cotidiano e interação, pois esses personagens independentemente dos dias aprazados para os “duelos”, circulam lado a lado conosco, que somos vulneráveis e mal servidos pela precária estrutura de segurança, evitando me estender em comentários mais contundentes ao contexto que nos cerca.

Enquanto somos espectadores dos acontecimentos mundiais, que apontam para o inevitável “armagedom”, protagonizado pelos desequilibrados de plantão, faz-se urgente e necessário melhorar com estratégias e providências de caráter emergencial a precariedade do aparato de segurança no Recife, no Estado e no país como um todo na tentativa de evitarmos o caos que nos ameaça.

É sempre válido o alerta, que até mesmo no contexto de guerra ou paz, que sempre permearam o destino da humanidade são frutos do equilíbrio ou desequilíbrio das lideranças globais, que não perdem a oportunidade de se exibirem mostrando os dentes ameaçadoramente como “greats” demônios desprovidos do menor resquício humanitário. 

 

* Consultor empresarial ([email protected]).

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