O poder da escolha está nas mãos do eleitor
O voto livre e consciente é uma das maiores expressões da democracia. É por meio dele que cada cidadão participa diretamente da definição dos caminhos do país e escolhe aqueles que terão a responsabilidade de governar e de representá-lo no Poder Legislativo. Mais do que um direito, votar significa assumir uma parcela de responsabilidade pelo futuro coletivo.
Neste domingo, 4 de outubro, o eleitor brasileiro terá em suas mãos uma oportunidade que somente uma democracia pode oferecer: escolher presidente da República, governador, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. Nesse momento, o cidadão se torna o verdadeiro protagonista da decisão.
Por isso, estas últimas horas antes da votação devem servir para reflexão. Campanhas foram realizadas, propostas foram apresentadas e candidatos tiveram oportunidade de expor suas ideias. Agora chega o momento mais importante: a decisão do eleitor.
Escolher bem significa analisar propostas, trajetórias, comportamento público e compromissos. Os eleitos tomarão decisões que poderão influenciar diretamente a economia, a saúde, a educação, a segurança, o emprego e muitas outras áreas da vida da população. Uma escolha acertada pode trazer bons resultados. Uma escolha equivocada produz consequências para a própria sociedade.
É justamente aí que está a força do eleitor. Na democracia, não são apenas os candidatos que possuem poder. Antes deles, existe o poder de quem escolhe. É o cidadão que concede o mandato e autoriza alguém a representá-lo durante os próximos anos.
Por isso, o voto não deve ser orientado apenas por paixões partidárias, rivalidades ou rejeições pessoais. Cada eleitor tem o direito de utilizar seus próprios critérios, comparar propostas, analisar comportamentos e decidir quais candidatos considera mais adequados às funções públicas em disputa.
Também é importante conhecer a vida pública daqueles que pretendem receber esse voto. Promessas eleitorais precisam ser confrontadas com atitudes, histórico e compromissos assumidos perante a sociedade. Quanto mais informado estiver o eleitor, maior será sua capacidade de decidir de acordo com suas próprias prioridades.
Neste domingo, o eleitor fará seis escolhas: deputado federal, deputado estadual ou distrital, dois senadores, governador e presidente da República. Caso seja necessário segundo turno para presidente ou governador, uma nova votação ocorrerá em 25 de outubro.
Até o fechamento das urnas, a decisão pertence exclusivamente ao eleitor. Depois dela, começam as consequências das escolhas feitas.
Antes de confirmar cada voto, portanto, vale uma última reflexão: quem está recebendo a sua confiança está preparado para representar aquilo que você espera para o País e para o seu Estado?
A democracia entrega ao cidadão essa extraordinária oportunidade. No final, o eleitor não é um simples participante das eleições. Ele é quem concede o poder e também um dos primeiros a sentir, positiva ou negativamente, os resultados da escolha que fez.
* Dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo).
____
Os artigos são de responsabilidade exclusiva dos seus autores. Para submissões, envie seu texto para [email protected]; todos os materiais estão sujeitos à curadoria editorial. No jornal impresso, os artigos devem ter até 2.900 caracteres com espaços.
