Sex, 14 de Agosto

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Opinião

O voto não está à venda

Tenho 84 anos. Vi o Brasil passar por governos, crises, ditaduras, redemocratização, crescimento e decadência. Depois de tudo o que vivi, cheguei a uma conclusão simples: nenhuma nação será verdadeiramente grande enquanto o voto tiver preço.

A corrupção não nasce apenas nos gabinetes. Ela também começa quando o eleitor troca sua consciência por dinheiro, favores ou promessas vazias. Quem vende o voto não perde apenas a dignidade; perde o direito moral de reclamar do governante que ajudou a eleger.

Pernambuco está diante de mais uma escolha. Não importa o nome do candidato. Importa seu caráter, sua capacidade de administrar e, principalmente, seus projetos para gerar emprego, melhorar a educação, fortalecer a saúde e preparar o futuro do nosso Estado.

Os programas sociais têm um papel importante no amparo às famílias mais vulneráveis. Mas um povo não pode viver apenas de assistência. O maior programa social continua sendo o emprego, a educação de qualidade e a oportunidade de crescer pelo próprio trabalho.

Meu apelo aos pernambucanos é simples: não vendam o voto. Escolham com a consciência. Depois da eleição, fiscalizem, cobrem e exijam resultados.

O futuro de Pernambuco não será decidido pelos políticos. Será decidido pela honestidade do seu eleitor.

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