Quando sua autoestima entra na sala de reuniões, o mercado responde
Você nunca negocia só com números. Você negocia com a autoestima que carrega. Antes de qualquer meta traçada, planejamento estratégico ou fechamento de negócio, existe você, com suas crenças, inseguranças, convicções e a forma como se enxerga no mundo. E isso, goste ou não, influencia absolutamente tudo.
Quando sua autoestima está fragilizada, seu pensamento estratégico encolhe. Você passa a aceitar menos do que merece, a negociar para agradar, a prospectar com medo da rejeição e a comunicar suas ideias pedindo licença demais. Agora pense: como você define seus objetivos para o ano quando não confia plenamente em si? Como estabelece metas ousadas se, no fundo, duvida da própria capacidade de alcançá-las?
No ambiente corporativo, autoestima não é vaidade. É base. Ela sustenta decisões, posicionamento, clareza e presença. É o que te permite entrar em uma reunião, apresentar um projeto, defender um valor e sustentar um “não” sem culpa. Quando você cuida da sua autoestima, sua comunicação muda. Sua fala ganha firmeza, seu olhar se alinha ao discurso e sua escuta se torna mais estratégica. Você deixa de apenas reagir e passa a conduzir.
Prospectar, negociar, liderar e influenciar são movimentos que exigem segurança interna. Não aquela confiança performática, mas a que nasce do autoconhecimento, da coerência e do respeito por quem você é. No início de um novo ciclo, ano novo, novos projetos, novas metas, talvez a pergunta mais importante não seja “o que você quer conquistar?”, mas sim: quem você precisa ser para sustentar o que deseja construir?
Porque, no fim das contas, o mercado responde à forma como você se posiciona nele. E isso começa, inevitavelmente, pela relação que você constrói com você mesma. Você está planejando o seu próximo ano a partir da sua estratégia… ou da sua autoestima?
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