Sex, 14 de Agosto

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OPINIÃO

Suape: o motor do novo Nordeste

Ao longo da minha trajetória profissional dedicada à infraestrutura portuária, aprendi a reconhecer quando um porto se consolida como o verdadeiro motor econômico de uma região. Os resultados do Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco, neste primeiro semestre de 2026, revelam exatamente essa força transformadora e apontam para cenários promissores diante das possibilidades de investimentos em vista.

Estamos diante de um cenário de otimismo, sem perder o foco em pontos de atenção, em que a eficiência logística de Suape se apresenta como fator determinante para impulsionar de forma decisiva o desenvolvimento do estado de Pernambuco. Um protagonismo que alcançará reflexos na economia da região Nordeste.

Os números recentes são inquestionáveis e atestam essa vitalidade. Observamos um salto na movimentação de granéis líquidos, superando a marca de 9,1 milhões de toneladas. Esse desempenho é tracionado por altas expressivas: registramos aumento de 104% no petróleo bruto e avanço de 27% nos derivados, ante o mesmo período de 2025. Os granéis sólidos também registraram um robusto crescimento de 39%, enquanto a movimentação de coque de petróleo teve salto de 96%. São dados que traduzem uma economia pulsante, que gera renda, abre nossos espaços de trabalho e renova a confiança da população.

Esse vigor se desenha ainda maior com as intervenções estruturantes do governo federal. Sob a gestão do presidente Lula, Suape voltou a ser prioridade na agenda nacional. Concluímos a complexa dragagem do canal de acesso, um aporte superior a R$ 217 milhões que ampliou o calado e permitiu a chegada de grandes navios. Através do Novo PAC, garantimos R$ 50 milhões para restaurar o molhe de abrigo, trazendo mais segurança às operações. Destaco, ainda, a retomada histórica das obras da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), que receberá um investimento de R$ 8 bilhões por parte da Petrobras, expandindo enormemente a capacidade de refino e gerando milhares de postos de trabalho diretos.

Contudo, se hoje Suape já é o grande pilar pernambucano, seu amanhã será mais brilhante. Como defensora de investimentos estratégicos para a infraestrutura brasileira, afirmo com convicção: a conclusão da ferrovia Transnordestina elevará o complexo a um patamar inédito.

Essa megaobra será a artéria definitiva, conectando a imensa riqueza produtiva do interior nordestino diretamente ao oceano ao unir dois dos maiores portos brasileiros ao incluir também o porto cearense do Pecém em sua rota. A Transnordestina reduzirá drasticamente os custos logísticos, desafogará rodovias e ampliará exponencialmente a competitividade de nossas exportações.

Com investimentos federais pesados e a tão sonhada integração rodoferroviária, Suape está plenamente preparado para desempenhar papel decisivo no novo ciclo de prosperidade do Nordeste. O futuro logístico do Brasil atraca aqui.
 


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